quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fórum BHSF realiza sua XLVI Reunião Ordinária na Agência Condepe/Fidem.



O Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco realizou na quarta-feira (17.08) no auditório da sede da Agência Condepe/Fidem em Recife (PE), sua XLVI reunião ordinária. Na ocasião, o presidente do Fórum, Marcelo Teixeira (Codevasf), destacou a importância da retomada das ações do Fórum pela defesa e preservação da bacia do Rio São Francisco, bem como o estímulo da prática de eventos sobre questões que afetem ou ponham em risco a qualidade e as condições de escoamento natural do sistema hidrográfico do São Francisco e agradeceu a acolhida da Agência Condepe/Fidem que foi representada pelo seu Diretor Executivo de Apoio à Gestão Regional e Metropolitana, Luciano Lopes Alves Pinto, que por sua vez deu as boas vindas aos presentes e ressaltou a dimensão das atribuições do Fórum BHSF, colocando aquela Agência sempre à disposição dos trabalhos do Fórum.
Marcelo Teixeira também lembrou a importância para o Fórum do presidente que o antecedeu, Normando Carvalho, conduzindo-o com muita competência técnica e dedicação desde o período de sua criação.
O encontro serviu, ainda, para a apresentação das ações anteriores desenvolvidas pelo Fórum no período de 2003 a 2007 e o cumprimento da pauta da reunião onde destacou-se a apresentação da retrospectiva de criação do Fórum e seus objetivos pelo Promotor de Justiça da 13ª PJ da Capital, Geraldo Margela Correia, que também pediu o engajamento de todas as instituições presentes e a abertura de adesões a qualquer instituição da sociedade civil organizada com comprovada atuação na área socioambiental da bacia do São Francisco. Geraldo Margela lembrou o quanto foi importante a realização das oficinas e visitas técnicas realizadas pelo Fórum nas cidades pernambucanas de Floresta, Petrolina, Araripina, Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Ibimirim.
No encerramento, o pesquisador da Fundaj, João Suassuna, apresentou o documentário "Águas da Ilusão", produzido pelas jornalistas Brena Duarte e Évellin Costa.
A próxima reunião ordinária será no dia 21.09 (quarta-feira) às 09h no auditório da CPRH-Agência Estadual de Meio Ambiente.
Também participaram da reunião os representantes da Agência Condepe/Fidem, Codevasf, Sudene, CPRH, Cipoma, Embrapa Solos, DNOCS, SEMAS, Fundarpe, IPHAN, Secretaria Estadual de Saúde, Fundaj e IPA.
Nossos agradecimentos ao colega membro do Fórum, Wellington Eliazar (Agência Condepe/Fidem), pelo fundamental e decisivo apoio para realização desta reunião.

Leia também: Codevasf preside o Fórum BHSF

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Estado de Pernambuco lança Plano Estadual de Mudanças Climáticas. Confira aqui.


(Foto: Revista Brasilis)

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado de Pernambuco - SEMAS lançou em junho de 2011 o Plano Estadual de Mudanças Climáticas.
A importância do mesmo é indiscutível, e neste contexto abrimos, no espaço deste blog, a discussão do mesmo em face das políticas ambientais e da complexidade da questão ambiental.
Acesse o documento na integra clicando aqui: Plano estadual de Mudanças Climáticas PE ou leia abaixo.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conheça o Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco




Para propiciar um melhor entendimento por parte do leitor sobre o Fórum, é importante resgatar um pouco da sua história e, neste sentido, merecem destaque os seguintes tópicos:
A implantação do Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco resultou de iniciativa do Ministério Público do Estado (MPPE), em parceria com o Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis (Ibama), objetivando a proteção e revitalização da bacia do rio São Francisco em Pernambuco, em prol da preservação e defesa dos interesses e direito da população a um meio ambiente sadio.  
A criação deste Fórum se deu mediante Oficina realizada nos dias 19 e 20 de novembro de 2002, em Recife, reunindo Promotores de Justiça, Diretores e Gestores Técnicos representantes dos diversos órgãos governamentais ligados ao Meio Ambiente.
Além da criação do Fórum, a Oficina logrou produzir uma versão do atual contexto da bacia do rio São Francisco em Pernambuco, focalizando questões-chave, potencialidades, principais ações direcionadas à proteção e revitalização da bacia, órgãos responsáveis, alcançando também uma visão do processo de integração entre os diversos órgãos e organizações envolvidos.
Das conclusões geradas na Oficina destacou-se a necessidade de se ter uma instância colegiada para tratar sobre as agendas sociomabientais voltadas para a proteção e a conservação da bacia do Rio São Francisco e um dos produtos foi exatamente a criação do Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco.

Especificamente, o Fórum objetiva:

§ Estimular a prática de eventos diversos (debates, palestras, seminários, etc.) sobre questões que afetem ou ponham em risco a qualidade e condições de escoamento natural do sistema hidrográfico do São Francisco em Pernambuco;
§ Assegurar, através e um acompanhamento efetivo, a implementação de um modelo de gestão ambiental integrado e eficaz, com vistas a um desenvolvimento sustentável para a região;
§ Divulgar amplamente as ações do Fórum, assim como, estimular um maior número de adesões e articulações estratégicas.
   Poderão compor o Fórum instituições com comprovada atuação na área da bacia do São Francisco.


















 

sábado, 30 de julho de 2011

Vale do São Francisco é o único lugar que produz uva até três vezes ao ano.


Em Petrolina e Juazeiro, parreiras são divididas em áreas. Em uma, elas estão prontas para a colheita. Na outra, uvas começam a aparecer. Em outra, é a fase de poda. Com a água do rio, dá para controlar o ciclo das parreiras.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Inventário mostra a cultura do vale do Rio São Francisco.

A riqueza do patrimônio é um dos maiores atrativos turísticos da região. Não há outro passeio no mundo como o a bordo do vapor Benjamim Guimarães, que completa 100 anos e continua em plena atividade.

Em Pirapora (MG), há um museu que é dedicado à memória do povo do sertão. A riqueza do patrimônio é um dos maiores atrativos turísticos da região. A arte popular é um traço forte daquele povo.

Os aspectos culturais do Vale do São Francisco foram reunidos em um inventário pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O Brasil que margeia o Rio São Francisco, da nascente até a foz, ganhou um registro minucioso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Foi criado um inventário das características e das manifestações culturais dos moradores. A reportagem é de Ricardo Soares.
A casa simples onde viveu o vaqueiro Manuelzão, um dos personagens mais famosos de Guimarães Rosa, guarda um pedaço precioso da história do Brasil: um museu dedicado à memória do povo do sertão.
“O jeito de falar em Minas Gerais é do sertanejo”, diz um homem.
A riqueza do patrimônio é um dos maiores atrativos turísticos da região. Não há outro passeio no mundo, por exemplo, como o a bordo do vapor Benjamim Guimarães, que vai completar 100 anos, e que continua em plena atividade nas águas do São Francisco.
“A gente se sente orgulhado de ter uma embarcação que é a única a vapor no mundo. E também eu sou o único piloto do mundo, sou o único que estou pilotando ele”, conta o piloto.
Essa fartura de água atravessa todo o estado de Minas em direção ao Nordeste. É até curioso ver o rio nascendo na Serra da Canastra, no sul de Minas. No local, o Velho Chico é um pequeno riacho de água cristalina.
A fama de lugar sagrado ganha mais força diante de cenários como uma igreja inacabada, perto de completar 400 anos, que se mantém firme graças a uma árvore que brotou em cima dela e que conseguiu fincar raízes no chão. Hoje, é ela que ocupa o lugar do altar.
“Isso é passarinho, eles fazem o ninho e, como o material aqui tem areia, barro e cal, facilitou para que ela brotasse. Além de ser uma construção muito bela, uma construção bem antiga, ainda tem uma árvore para acabar de completar a sua beleza”, conta o auxiliar técnico Sebastião Alexandre.
Arte popular, um traço forte do povo. A culinária então: o cheirinho do engenho de rapadura busca as pessoas longe. O doce ainda é feito no forno de barro, em tachos tamanho-família.
O produtor rural Adelino Bueno, de 80 anos de idade, não reclama do trabalho pesado. Para ele é um prazer cuidar dessa tradição: “Eu já nasci os dentes ajudando a fazer rapadura, e faço rapadura até hoje e não sei quando vai parar não”, brinca.

Apresentação sobre o Inventário:

domingo, 19 de junho de 2011

Sempre o rio, sempre o sertão. A oração em forma de poema.

Sempre o rio, sempre o sertão.A oração em forma de poema

Lição do Remeiro (Nilo Coelho)
“Nas memórias do tempo,
de todas as memórias da infância,
a que me é mais grata
é a do meu rio,
o São Francisco,
a transbordar e desbordar as águas barrentas
pra deixar nas vazantes
a terra enriquecida para os ribeirinhos.
A moldura sentimental e telúrica
que não é apenas evocativa
pois jamais disse adeus a minha terra
se completa com a visão
das barcas a vela
subindo a correnteza e vencendo a calmaria
com a força dos peitos rijos dos remeiros.
São os remeiros dos peitos sangrentos
remeiros sofridos
calejados na adversidade
o ânimo forte
e a alma em festa
nas canções que acompanham
o impulso dos remos
e nos gritos de desafio à passagem dos vapores.
O menino beiradeiro,
que chega às alturas da direção de um grande Estado
e de um povo,
tem a sua frente o mesmo quadro.
Se os bons ventos nos faltarem
estarei na proa
para acertar a cadência das remadas.
Remando ou varejando
não importa sangre o peito:
saberemos lutar.
A luta dos remeiros,
como a nossa,
é o embate
dos que não perderam a fé
dos que têm esperança
dos que firmam os pés molhados nas coxias
de olhos voltados sempre para a frente.
O peito rijo que se abre em calos
se enrijece na certezade
que a união nos fará fortes
no vislumbre de novos horizontes
que juntos buscaremos.
Rio acima
contra a correnteza
e a alma cheia de esperança.”

sábado, 18 de junho de 2011

Pintura: Rio São Francisco (c.1638) - Obra-Prima (Semana Frans Post)

Pintura: Rio São Francisco (c.1638)



Ao trazer para o Brasil dois jovens pintores, Nassau nos proporcionou um grande legado, testemunho sobre a vida no Nordeste de então.
Frans Post e Albert Eckhout pintaram nossas paisagens, os tipos humanos, a flora e a fauna que tanto os encantou. Contemporâneos de mestres da escola holandesa, como Rembrandt e Vermeer, não chegaram a rivalizar com eles, mas eram pintores de muita criatividade e com pleno conhecimento de sua arte; por terem sido os primeiros a revelar aos europeus as paisagens e a vida num mundo inteiramente novo, despertaram grande interesse.
Hoje suas obras são cotadas em milhões de euros e são disputadas por grandes museus.
É muito possível que Frans Post tenha pintado mais quadros aqui no Brasil dos que os sete conhecidos, se bem que, ao que se sabe, são poucos os quadros a ele atribuídos antes de seu ingresso na comitiva de Nassau. Com certeza, só há uma paisagem rural, datada de 1633, que apresenta as mesmas qualidades que ele demonstrou por toda sua vida: cores sóbrias, desenho preciso, e perfeita noção do espaço a ser ocupado.
Seu estilo era muito pessoal e facilmente reconhecível. Por exemplo, a vegetação longínqua ele pinta num tom de verde meio azulado, que se mescla com o horizonte, acentuando perfeitamente os planos em perspectiva.
O “Rio São Francisco”, na hora em que o céu é um verdadeiro arco-íris, é um encanto. Vejam a capivara comendo umas plantinhas na margem do Rio e imaginem o espanto do europeu com essa beleza tão diferente da que conheciam.

Acervo Museu do Louvre, Paris

Imagens do Rio São Francisco