quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Fórum realiza sua 50ª Reunião Ordinária na CIPOMA em Igarassu (PE).
Palestra da Major Erika Melcop, comandante da CIPOMA
O Fórum BHSF realizou a sua 50ª Reunião ordinária, e última do ano, na Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPOMA), no município de Igarassu (PE), no último dia 14.12 (quarta-feira).
Na oportunidade a major Erika Melcop, comandante da Cipoma fez uma apresentação detalhada sobre as ações da Companhia, seus objetivos, área de atuação, efetivo, viaturas disponíveis, suas necessidades e carências. A ajuda da população é fundamental para o sucesso do combate aos crimes ambientais. Essa é a visão da Cipoma, uma das entidades que mais atua na repressão a esse tipo de infração, que tem acontecido com frequência no estado. “A gente pede que a população participe e denuncie, porque a gente só consegue fazer um bom trabalho com a participação da comunidade”, assegura a major Erika Melcop. Para ela, a legislação do setor precisa ser revista. “Essa lei não está corrigindo os infratores. As penas aplicadas são consideradas de pequeno potencial ofensivo e geralmente são transformadas, em penas alternativas”. Atualmente, a punição para quem comete esse tipo de crime pode ir de uma advertência administrativa até 4 anos de prisão. Normalmente, quem está envolvido nesse esquema possui sítios ou fazenda ou trabalha no setor de transporte, como caminhoneiros.
Ao todo, são 146 policiais vinculados à Cipoma. Mas ficam de fora desse número os 20 destacados para Fernando de Noronha, além dos que se encontram de férias, de licença médica ou à espera da publicação no Diário Oficial da transferência para a reserva.
Duas viaturas e 60 homens na ativa. É a isso que se resume a aparelhagem, para todo o Estado, da Cipoma que é vinculada à Polícia Militar, a unidade criada em 1989 vem há cinco anos sofrendo sucateamento. Em agosto, teve 30 policiais destacados para batalhões que se dedicam ao combate da violência. Houve sugestões dos membros do Fórum para que a Cipoma apresente seu plano de reestruturação ao Consema - Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco.
Duas viaturas e 60 homens na ativa. É a isso que se resume a aparelhagem, para todo o Estado, da Cipoma que é vinculada à Polícia Militar, a unidade criada em 1989 vem há cinco anos sofrendo sucateamento. Em agosto, teve 30 policiais destacados para batalhões que se dedicam ao combate da violência. Houve sugestões dos membros do Fórum para que a Cipoma apresente seu plano de reestruturação ao Consema - Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco.
Em seguida a convite da Comandante, visitamos as instalações da Companhia e também uma Escola do município de Igarassu que funciona naquele local em regime de três turnos. A Escola apresenta condições precárias, com fissuras nas paredes, infiltrações, mofos e outros problemas que precisam de soluções para a segurança das crianças da comunidade que ali estudam.
Participaram da reunião, a Codevasf, Ministério Público de Pernambuco/Caopma, Dnocs, Semas, Fundaj, Fundarpe e Sudene.
A próxima reunião do Fórum BHSF será no dia 11 de março de 2012 (quarta-feira), a partir das 08:30hs em local a ser definido pela Fundarpe.
Nossos agradecimento a Major Erika Melcop e a sua equipe pela acolhida aos membros do Fórum e nossos parabéns pela determinação, competência e grandeza do trabalho realizado em prol da preservação do meio ambiente da Mata Atlântica e da Caatinga em nosso Estado.
Leia também: Falta equipamentos e pessoal na Cipoma
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FOTOS
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Sertão do São Francisco vira polo turístico
Foto: Bodódromo de Petrolina. Sete empresas produtoras
de vinho estão instaladas na região.
O Sertão nordestino é conhecido pela aridez, pelo sol, pela caatinga. Mas a região de Pernambuco por onde o Rio São Francisco passa, na divisa com a Bahia, é praticamente um oásis nesse cenário. Mais do que pela secura, a cidade de Petrolina e algumas vizinhas próximas, a cerca de 700 km do Recife, se destacam pela riqueza de seus sabores, seja das frutas para exportação, das comidas típicas ou dos vinhos, que vêm ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos.
Com sete vinícolas na região do Vale do São Francisco, consolidou-se a Rota do Vinho, passeio turístico onde os visitantes podem conhecer os vinhos tropicais, que possuem um sabor especial, segundo seus produtores. Uma das paradas da rota é a vitivinícola Santa Maria, onde são fabricados os vinhos Rio Sol, em Lagoa Grande, a 40 minutos de Petrolina. Pelo caminho, a chamada Estrada de Vermelho (indo pela BR-428 e pegando a PE-574), barris da empresa indicam o caminho para a fazenda, onde o empresário português João Santos, responsável pela vinícola, recebe todo mundo pessoalmente.
O clima é familiar. No mesmo lugar em que o empresário atende clientes, três de seus quatro filhos brincam. "Filho, cachorro, o lugar é bem família mesmo. Essa é uma das nossas diferenças", explica Santos. A casa da fazenda fica a poucos metros do São Francisco, o rio que torna possível a existência dos parreirais. "Diziam que era loucura produzir vinho no Alentejo, em Portugal. Hoje, de cada dois vinhos vendidos lá, um é do Alentejo", compara.
A propriedade tem 200 hectares de vinhas plantadas, convivendo lado a lado com a caatinga, coqueirais e mangueiras. As árvores tropicais são mantidas para compor o clima da fazenda. "Nós temos um vinho diferente, um vinho tropical. E não existe enoturismo sem um bom vinho. As pessoas querem conhecer onde é produzido aquele vinho que provaram", acredita.
Durante o passeio, os visitantes acompanham as ‘quatro estações da uva' - o clima tropical viabiliza as diferentes fases da produção no mesmo lugar, desde o florescimento, onde se vê o começo dos cachos se formando, até provar as uvas que vão originar o vinho. "As uvas para vinho são sempre pequeninas assim", explica Santos, ao mostrar as frutas amadurecendo. "Para você saber se estão maduras, basta abrir e olhar o caroço, ele tem de estar bem marrom", diz, acrescentando que o líquido é bem claro e é a casca que dá cor ao vinho.
Além de Santos, um casal de enólogos que mora na pequena vila da fazenda também guia as visitas, que custam R$ 10 e precisam ser agendadas por telefone. A vinícola conta com diferentes tipos de castas ('espécies'), a exemplo de Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet. "Cada uma é um vinho diferente", lembra Santos. Para ele, há grandes vantagens de se produzir no São Francisco. "Aqui não vem uma chuva para apodrecer as uvas. Temos uma produção de qualidade constante. Não é como alguns vinhos, em que você precisa saber o ano da safra".
Mais do que aprender as diferenças entre as uvas, na visita também se veem as diferentes formas de cultivar a fruta. As latadas, fios de arame que parecem varais e por onde as parreiras sobem, são um bom modo de plantar uvas brancas. Para fazendas mecanizadas, a espaldeira, formada por sete fios de arame como uma cerca, é o ideal para a retirada das uvas. "Buscamos fazer a gestão de água, de qualidade das plantas, de recursos humanos, e ter a melhor forma de plantio", conta o professor Rogério de Castro, da Universidade de Lisboa.
Castro é um dos responsáveis pela pesquisa dos tipos de uva mais adequados, desde o começo da Rio Sol, há oito anos. "Amigos meus de todo o mundo se surpreendem com esse espaço", relembra. "Empresas de vinho não são empresas comuns. Elas precisam de mais investimento e de pelo menos 10 anos para se equilibrar", explica Santos.
Depois dos parreirais, o passeio segue pela fábrica. Os reservatórios feitos em aço inoxidável têm de ser refrigerados, devido ao calor da região, e o formato varia de acordo com a bebida. Enquanto os de vinho têm o topo e o fundo retos, os de espumante precisam ser arredondados para aguentar a pressão, uma vez que o gás liberado faz parte - e também dá a fama - da bebida e tem de ser mantido dentro do tanque. O envelhecimento dos vinhos acontece em barris vindos da França, em uma sala onde a luz é quase inexistente, para a bebida poder realmente ‘descansar'.
A visita termina com a degustação. Em dias de grandes visitas, é sob a mangueira nos fundos da loja que os visitantes saboreiam as bebidas, no melhor clima tropical. "Nós tentamos fazer as coisas diferentes por aqui. A caatinga é maravilhosa, tem um forró maravilhoso e as pessoas são ótimas", conta João, que veio com a família para o Brasil há oito anos e se apaixonou pelo lugar.
(Fonte: Midia News)
(Fonte: Midia News)
domingo, 11 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Um mergulho nas ruínas da antiga cidade de Petrolândia.
Município no Sertão pernambucano foi inundada há mais de 20 anos, para a formação do lago de Itaparica.
(Fonte: Nordeste Viver e Preservar)
Assista abaixo os documentários de 1988 - Antiga Petrolândia - Época de Mudança.
Documentário produzido em 1988, na época em que Petrolândia foi desapropriada pela CHESF (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco) devido à construção da Usina Hidrelétrica Luíz Gonzaga ( Barragem de Itaparica).
Edição para publicação na web: Bruno Capelii
A colonização da região começou no século XVIII, quando foram fundadas as fazendas Brejinho da Serra e Brejinho de Fora. Os primeiros núcleos de povoamento surgiram onde havia uma frondosa árvore de jatobá e um bebedouro para o gado. Por causa disso, o povoado ficou conhecido como Bebedouro de Jatobá.
Em 1877, a região recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, que ordenou a construção de um cais e de uma ferrovia que ligava economicamente o alto e o baixo São Francisco.
Em 1887, a sede do município de Tacaratu é transferida para o povoado de Jatobá que, mais tarde, seria elevada à categoria de cidade em 1º de julho de 1909. O município recebeu a atual denominação em homenagem ao Imperador D. Pedro II.
A história do município passou por uma enorme transformação nos anos 80 devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, que resultou na inundação da antiga cidade pelo lago de Itaparica e obrigou a transferência dos moradores para a atual cidade em 1988.
O município de Petrolândia vem se tornando nos últimos anos um dos mais importantes da região.
(Fonte: Wikipedia)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Transposição do São Francisco: biólogos lutam para preservar espécies vegetais na área de caatinga
Biólogos lutam para preservar espécies vegetais na área de caatinga. Grupo resgata amostras de plantas e sementes.
O vai e vem dos caminhões e as máquinas não param, quilômetros de vegetação já foram desmatados desde que as obras da transposição começaram. Entre tantos operários, uma turma especial segue na linha de frente pela vida.
O grupo não mede esforços para realizar uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, que se estende por 402 quilômetros no eixo norte e 220 quilômetros no eixo leste.
A elaboração do inventário florístico e o resgate de espécies permitem o reconhecimento da flora na região degradada. Nada passa despercebido, sementes são coletadas, árvores medidas e amostras de flores são colhidas. Tudo é registrado com a ajuda de um GPS, aparelho que registra a localização exata de cada planta.
O trabalho começou em 2008 e conta com a participação de biólogos e estudantes dos cursos de ciências biológicas, zootecnia, agronomia e engenharia agrícola e ambiental. Trabalhadores rurais também fazem parte do projeto que tem como objetivo, conhecer e preservar o bioma caatinga.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e saiba como funciona os estudos dentro da universidade.
(Fonte: G1.globo.com)
sábado, 12 de novembro de 2011
Fórum BHSF e Ministério Público de Pernambuco discutem em audiência possibilidade de implantação de Usina Nuclear em Itacuruba.
A audiência em Itacuruba teve o objetivo previamente definido de discutir com os participantes e deliberar encaminhamentos acerca de temas relacionados ao Fórum e outros de interesse da população local.
Aproximadamente 200 pessoas compareceram ao auditório da Secretaria de Educação do município de Itacuruba (PE), local de realização da audiência no dia 09.11 (quarta-feira) que contou com forte participação da comunidade, com destaque para intervenção de jovens estudantes de escolas públicas municipais. O evento teve a Coordenação do representante do Ministério Público de Pernambuco, Dr. André Silvani (CAOPMA), e pelo Coordenador Geral do Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco, Marcelo Teixeira (Codevasf) e pelos membros do Fórum representando o DNOCS (Kátia Távora e Fernanda Cristina), Agência Condepe/Fidem (Wellington Eliazar e Paulo da Fonte), CPRH (João Moraes), Fundaj (João Suassuna), SEMAS (Marcus Carvalho), Cipoma (Sargento Paulino) e Fundarpe (Augusto Passhaus Neto). Se fizeram presentes a audiência, a Prefeitura Municipal, a promotora de justiça de Itacuruba, Liana Menezes Santos, a Diocese de Floresta, Povos Indígenas da região, Articulação Popular São Francisco Vivo, Comissão Pastoral da Terra, Irpaa, Comitê da Bacia do São Francisco, além de órgãos que tem desenvolvido estudos e pesquisas na região, a exemplo da Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj. A audiência foi convocada pelo poder público (MPPE/CAOPMA) que diz ter tido conhecimento da possibilidade de instalação da Usina Nuclear em Itacuruba apenas através da imprensa. “O município ainda não foi informado, fiquei sabendo pelos jornais e pelo relatório da Eletronuclear disponível em um blog da região”, declarou o prefeito do município, Romero Magalhães Lêdo (PSB) em sua fala de abertura dos trabalhos.
Antes de abrir para debate, os representantes do Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia do Rio São Francisco em Pernambuco – organização que reúne instituições públicas ligadas ao Meio Ambiente, Marcelo Teixeira e Wellington Eliazar – apresentaram características naturais e sócio-econômicas do estado de Pernambuco e em especial dos municípios que estão situados na área que compreende o Sertão de Itaparica. Em seguida, cartazes e gritos de ordem de “Não queremos Usina Nuclear” reforçavam a fala de diversas pessoas que manifestaram a preocupação com os impactos que a instalação de uma Usina Nuclear pode trazer para Itacuruba, para o São Francisco e para o país de forma geral, tomando por referência consequências geradas a partir da geração de energia nuclear em outros países. João Suassuna (FUNDAJ) e Vice Coordenador do Fórum BHSF, destacou que é membro do fórum não para dizer se é contra ou a favor da instalação da usina nuclear, mas apenas para levantar questões: uma sobre a energia nuclear, dizendo que essas idéias começaram a vir a tona a partir do ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que é Físico Nuclear; que a idéia está esfriando porque ele não é mais ministro; diz que a implantação de uma unidade como essa não requer muitos empregos e impõe a qualificação dos trabalhadores, o que não envolve ninguém da região; destacou a existência de outras fontes energéticas interessantes, como o sol (3.000h de sol ao ano no NE); quando se começa a usar a tecnologia a tendência é diminuir o seu custo e a energia solar já começa a igualar os tais custos aos das usinas hidrelétricas; manifestou preocupação com os resíduos gerados com a atividade de uma usina nuclear; diz que Itacuruba foi escolhida porque no outro lado do rio tem o Raso da Catarina, no Estado da Bahia, região desabitada que serviria para o depósito dos resíduos, no morro da Tigela. Sobre a transposição do Rio São Francisco, esclarece que vem estudando o problema há vários anos e diz que os canais serão utilizados para atender ao grande capital e não a população, pois não está claro no projeto como a água deixará os canais e atenderá “ao sítio do seu Zezinho que está logo ali”; diz que é preciso pensar no solo quando se fala em drenagem e o solo da região é dificílimo de ser drenado (solo raso e pedregoso) o que levará a salinização, algo muito grave para a população; diz que há alternativas maravilhosas (atlas nordeste de abastecimento de água) e que custa metade do valor previsto para a transposição e com um alcance social muito maior; “mas, porque foi priorizado no PAC a transposição e não o atlas?” É óbvio que o dinheiro determinou a escolha.
Dipeta Tuxá, dos povos indígenas Tuxás de Rodelas (BA), mencionou impactos que a região já sofreu com a construção da Barragem de Itaparica, que muita gente nem acreditava que seria construída. “O governo brasileiro ainda é devedor aos povos dessa região, não devia nem cogitar a instalação de uma Usnina”, lembrou o representante indígena.
Alguns questionamentos seguiram no sentido de saber até que ponto a população terá direito à voz e à voto no processo decisório, sendo registrada a proposta de realização de um plebiscito ou referendo, considerando a importância da participação popular nas decisões políticas que afetam diretamente a vida das pessoas.
Ao meio dia em ponto, o Presidente do fórum finalizou os trabalhos, constatando a presença de cerca de 200 pessoas no auditório, agradecendo a todos e se colocando a disposição, propondo que os integrantes do fórum presentes se reunissem reservadamente, no Município de Floresta, visando a tomada de deliberações. Ainda promoveu especial agradecimento ao apoio dispensado pelo CIPOMA/PMPE e da Pefeitura de Itacuruba.
No dia anterior a audiência, foi realizada uma visita técnica ao suposto local da suposta instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba, na companhia do Vice-Prefeito do município, Sr. Gustavo Cabral Soares, do Pe. Sebastião, do Cacique Geraldo, na localidade denominada Fazenda Jatinã, cerca de 18 km da cidade municipal, obtendo-se no local as seguintes coordenadas UTM, obtidas a partir de levantamento por GPS realizado por técnico da CPRH, João Francisco Moraes: 24L520872/9032447. Ali, foi verificado o seguinte: a) área típica de caatinga hiperxerófila; b) proximidade de cerca de 800m de uma entrada do lado de Itaparica; c) existência de duas habitações do tipo taipa, sem energia e pequenas benfeitorias para a criação de caprinos, incluindo cercados; d) solo raso e pedregoso; e) idenficados pontos de assoreamento no lago, mediante inspeção visual; f) relevo plano e solo bastante exposto em face da vegetação rala; f) estrada de acesso carroçável, sem passagem molhada
Encerrada a audiência pública os integrantes do Fórum BHSF se dirigiram até o local onde se encontram as instalações do “Observatório Astronômico do Sistema Itaparica”, situado no Município de Itacuruba e lá realizaram um levantamento fotográfico, sendo mais observado o seguinte: a) a existência de uma placa de identificação do “projeto impacton”, com a inscrição do “Ministério de Ciência e Tecnologia” e “Observatório Nacional” no portão de entrada do local; b) que o local era cercado por cerca simples de arame farpado e o portão se trata de uma portão de ferro preso a uma corrente e cadeado; c) o terreno na área cercada do empreendimento possuia bastante vegetação nativa (caatinga); d) foi visto no local a abóboda do observatório e junto ao mesmo um imóvel com características de casa de apoio ou escritório; e) ao lado esquerdo do observatório, em terreno não cercado, foi visto um imóvel não concluído, com características típicas de um outro observatório, embora não existindo nenhum tipo de identificação no local; f) da parte mais alta alcançada pelos visitantes, subindo na construção antes citada, constatou-se a virtual inexistência de pessoas, habitações ou outras formas de edificação, sendo que o local dista cerca de 9 km da cidade de Itacuruba; g) no deslocamento para o local, foi constato a existência de um lixão a céu aberto, evidenciando-se a absoluta falta de controle sobre o local (ausência de cerca, cobertura ou delimitação), com bastantes resíduos espalhados em vasta área, bem como a presença de um riacho atingido pela irregular atividade; havia dois adultos e uma criança recolhendo resíduos recicláveis no local; h) tudo foi documentado por fotografias digitais.
Sobre o assunto leia também: Blog do Meireles - Blog de Alvinho Patriota - REMA - Missões
Mapa da área visitada da suposta usina nuclear

LEGENDA DO MAPA
Mapa da área visitada da suposta usina nuclear

LEGENDA DO MAPA
Parte da Folha Floresta, escala 1:100.000, editada pela SUDENE/DSG em 1985.
Cidade de Itacuruba antes da barragem de Itaparica, a qual foi inundada pela mesma.
1 – local suposto da futura usina nuclear no Município de Itacuruba,
8o 45’ 10,2” S / 38o 48’ 37” W.
2 – Ponto do lago de Itaparica mais próximo da suposta usina nuclear,
8o 45’ 20,5” S / 38o 48’ 44,9” W.
3 – Nova Itacuruba, 8o 43’ 37,1” S / 38o 41’ 06,6” W (ponto próximo a Prefeitura Municipal).
Imagens do Google (Por: geólogo João Francisco Moraes/CPRH)
Imagens do Google (Por: geólogo João Francisco Moraes/CPRH)
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