quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fórum BHSF realiza a 56ª reunião ordinária na Sudene em Recife (PE).



João Suassuna(Fundaj) e Gláucia Oliveira (Codevasf)

No último dia 07.11 (quarta-feira), os membros do Fórum BHSF se reuniram no anfiteatro da Biblioteca Celso Furtado na Sudene. A reunião foi coordenada por Marcelo Teixeira (Codevasf) e estiveram presentes os representantes do Ministério Público de Pernambuco (Geraldo Margela Correia-MPPE), Fundarpe (Augusto Paashaus), Fundaj (João Suassuna), Apevisa (José Pereira de Souza)  DNOCS (Fernanda Cristina), Ibama (Clécio Ribeiro), Semas - Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Joana Aureliano) e CPRH-Agência Estadual de Meio Ambiente (João Moraes) e Codevasf (Marcelo Teixeira, Márcio Uchoa e Glaúcia Oliveira).

Conforme a pauta da reunião, a engenheira agrônoma da Codevasf/3ª SR, Gláucia Oliveira, fez uma apresentação sobre "As Ações Ambientais da Codevasf", fazendo um breve panorama das missões da empresa na área ambiental e situando as ações no estado de Pernambuco (licenças ambientais dos empreendimentos de irrigação, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, abastecimento de água e cisternas). Em seguida o pesquisador João Suassuna (Fundaj) falou do livro "Conservação da Natureza. E eu com isso?".  O livro da Fundação Brasil Cidadão, organizado pelo presidente da Rema (Rede Marinho-costeira e Hídrica do Brasil) , José Truda Palazzo Jr., critica fortemente a gestão ambiental do país. A obra, apoiada pela Fundação Avina, contém treze artigos que variam desde o questionamento da eficiência da gestão das Unidades de Conservação brasileiras a até mesmo a transposição do Rio São Francisco. João Suassuna que é o coordenador do Núcleo de Estudos e Articulação do Semiárido (Nessa), disse que a construção das represas das usinas geradoras do rio São Francisco diluiu a atividade pesqueira da região. De acordo com ele, “as espécies de piracema estão desaparecendo do rio devido à impossibilidade que têm os peixes de fazerem o seu trajeto natural de subida das corredeiras para a realização das desovas”. Em seguida Suassuna autografou e doou 10 exemplares aos participantes.
Clique para ler o livro:  Conservação da Natureza. E Eu com isso?

Ficou acordado por unanimidade que no ano de 2013 o Fórum BHSF deverá ampliar convites para outras Instituições e reforçar para que as atuais participem com mais frequencias as reuniões, enviando os seus titulares e na ausência destes, os suplentes. Também ficou decidida uma Oficina e reunião ordinária em Ibimirim e outra em Petrolina. A próxima reunião do Fórum BHSF será realizada no dia 13 de maio de 2013, em local a ser definido pela Coordenação.
 

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sábado, 20 de outubro de 2012

Rio São Francisco: o nosso doce mar

18/10/2012

Rio São Francisco:

O nosso doce mar Vale dos Mestres: a grata surpresa do passeio pelos cânions do São Francisco Viajar até as cidades sertanejas de Piranhas, Olho d´Água do Casado e Delmiro Gouveia é encarar mais de três horas de pé na estrada. Há momentos em que você olha para o horizonte e só vê chão, parece que nunca vai chegar ao destino. Mas a alma de viajante precisa carregar na mala os versos do poeta português Fernando Pessôa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Então, vamos até Olho D´Água do Casado, onde começa nossa aventura pelos cânions do Rio São Francisco. A distância de Maceió até Olho d´Água do Casado é de 272Km. Para chegar lá, é preciso acordar cedo, às 4 da matina, e botar o pé na estrada. A parada estratégica é na cidade de Arapiraca, para tomar o café regional da Churrascaria RodoCenter, que tem aqueles pratos bem substanciosos: carneiro guisado com macaxeira ou inhame; cuscuz com galinha guisada ou, então, o pão hambúrguer com uma fatia generosa de queijo manteiga. O único problema é a quantidade de açúcar no café, que já vem adoçado demais da conta, mas tem a opção do café solúvel, basta pedir ao garçom. O catamarã sai de Olho d´Água do Casado e os cânions logo atraem o olhar Bem alimentado, dá para seguir viagem até Olho d’Água, pois o horário de embarque no catamarã que segue para os cânions é às 10 horas. Para chegar ao ponto de apoio, uma pequena estrada revela a vida rural da cidade sertaneja: sítios com suas plantações, carros de boi, um sinal verde para viver ótimos momentos e logo aparece o Velho Chico para confirmar o caminho da felicidade. E lá vai o catamarã Menestrel das Alagoas pelas águas doces e generosas do rio. O nome é em homenagem ao senador da Anistia, o alagoano Teotônio Vilela. Quem navega pelo Velho Chico sentindo o vento, o sol e contemplando a beleza das rochas esculpidas pelo tempo, ao som de uma trilha sonora com o melhor da música popular brasileira, experimenta uma sensação de liberdade plena. Quem guia o passeio é o comandante Eliseu Gomes, conhecido como Leleu: bom de prosa, um exímio contador de histórias, conhece como ninguém os cânions, antes mesmo de eles se tornarem acessíveis. Quando eram terras secas entrecortadas por pequenos riachos, o menino sertanejo, hoje o mais novo empreendedor do turismo, já os desbravava. No trajeto do passeio pelo rio surgem as rochas imensas esculpidas pela ação do tempo, com a típica vegetação da caatinga. Na trilha da fazenda Castanho, a beleza da caatinga preservada A primeira parada do catamarã é na Fazenda Castanho, que ocupa uma área de 1.500 hectares de caatinga preservada e, além do restaurante, conta com três trilhas catalogadas, onde os visitantes, depois do passeio de barco, podem interagir na natureza, ou para quem não é adepto, curtir a prainha de águas doces do Rio São Francisco. As trilhas batizadas de Observatório, Riacho do Talhado e Cânions do Riacho do Castanho mostram a importância da vegetação para a sobrevivência de animais, como o macaco-prego, lobo-guará, gato-do-mato, jacu, entre outras espécies. Além das trilhas, tem o passeio alternativo de lancha com capacidade para oito pessoas, com saída do restaurante da fazenda com destino ao Vale dos Mestres, um dos lugares mais bonitos dos cânions do Rio São Francisco. Beleza exótica: imensas rochas no Rio São Francisco O Vale dos Mestres está escondido entre imensas rochas irregulares, e suas águas são claras e transparentes, formando piscinas naturais. Para aperfeiçoar o cenário do paraíso escondido nos cânions, uma árvore seca num deserto rodeado de água doce compõe um belo quadro. E, lá no fundo, entre tantas rochas, pequenas borboletas amarelas agitadas (só uma superlente fotográfica para registrar). Sem exagero, é lindo, parece um borboletário a céu aberto, mas a presença de humanos afugenta as belas borboletas. Carranca, símbolo protetor do Rio do São Francisco Só resta mergulhar nas águas doces, fotografar e agradecer à natureza do Rio São Francisco por tanta exuberância. Depois de tanta de beleza para os olhos, a dica é voltar ao restaurante da fazenda para saborear o churrasquinho de bode – importado da vizinha cidade de Paulo Afonso (Bahia)-, macio, suculento e bem temperado. Para quem não gosta do bichinho, tem o caldinho do peixe tilápia (perfeito). Depois dos aperitivos vem a bonança do sertanejo: peixe frito, galinha, carneiro guisado, arroz, saladas, feijão tropeiro, farinha… Todo o tempero caseiro na medida certa e com o talento da cozinheira Geni Maria. Tilápia frita para o almoço. Nota 10 No mais, é mergulhar nas águas doces e refrescantes do Rio São Francisco, deitar na rede e contemplar o entardecer. E tem mais, não se preocupe: no jardim do restaurante Castanho tem a coroa-de-frade para afastar o mau olhado e a carranca do Rio São Francisco, para afugentar maus espíritos. Churrasquinho de bode, imperdível Roteiro do Menestrel das Alagoas O passeio pelos cânions do Rio São Francisco com almoço custa R$ 80,00 por pessoa (sem bebidas) – Aceita cartão Tempo de duração do passeio - 5 horas Quem faz o passeio Cânions São Francisco – (82)3021.2397 – www.canionsdosaofrancisco.com.br Restaurante Ecológico Castanho – Delmiro Gouveia Pode chegar de barco ou pela estrada de barro. Funciona de quarta a domingo – No momento só aceita dinheiro O Rio São Francisco beija o restaurante Castanho Onde pousar Delmiro Gouveia: as pousadas são simples, mas quem deseja pernoitar encontra tarifas econômicas a partir de R$ 80,00 (casal com café da manhã). Em Delmiro Gouveia, conheça a Usina Angiquinho, tombada como Patrimônio Histórico Estadual pelo IPHAN, que é roteiro turístico da cidade. Os visitantes vão conhecer a história do empreendedor Delmiro Gouveia, que trouxe luz para o Sertão. A cidade de Piranhas (vizinha de Delmiro Gouveia – distância de 34,4 km) dispõe de mais oferta de pousadas e flats– a diária é a partir de R$ 130,00 (casal com café da manhã). Também tem albergue com diária a partir de R$ 35,00 (por pessoa com café da manhã). A cidade é Patrimônio Histórico Estadual e Nacional, tem museus, restaurantes, um belo casario colorido e também o passeio pelo Rio São Francisco até o povoado Entremontes, conhecido pelas famosas mulheres bordadeiras de redendê e ponto de cruz. (Fonte: Tudo na Hora)
 
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fórum realiza sua 51ª Reunião Ordinária na Fundarpe

A reunião do Fórum BHSF foi realizada no Museu do Estado

O Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco realizou a sua 51ª Reunião Ordinária no Museu do Estado. Na pauta a apresentação do trabalho “As atribuições da Fundarpe na Bacia do Rio São Francisco em Pernambuco”, realizada por técnicas da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Esta etapa do trabalho destaca a importância do sertão do São Francisco na arquitetura, costumes e história, onde monumentos e sítios da mais alta relevância estão identificados, reconhecidos e classificados e serão de alta valia para as autoridades daqueles municípios, que poderão administrar o crescimento de suas cidades, sem prejudicar seu passado, sua história, implantando medidas legais de proteção, de modo a assegurar a manutenção dos bens de valor. A reunião contou com a participação do Presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, da Diretora do Museu, Margot Monteiro, do Ministério Público do Estado, Geraldo Margela, Augusto Passhaus (Assessor Jurídico da Fundarpe) e de membros do Fórum representando 12 Instituições federais e estaduais. O Fórum BHSF é Coordenado por Marcelo Teixeira(Codevasf) que após a reunião acompanhou em comitiva a visita ao Museu, criado em 1929 e localizado num palacete do século XIX, que ao longo de 80 anos de existência possui um amplo e variado acervo de peças que constituem referenciais marcantes da história do Estado de Pernambuco. A 52ª reunião do Fórum BHSF deverá ser no IPHAN ou DNOCS, no dia 16.05.2012.

Fotos da reunião








 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

51ª Reunião do Fórum BHSF será no Museu do Estado de Pernambuco no dia 11.04.2012. Confira a pauta.

PAUTA DA 51ª REUNIÃO ORDINÁRIA


Data: 11 de abril de 2012 (quarta-feira)

Horário: 09 às 12h.

Local: Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) - Av. Rui Barbosa, 960, Graças – Recife-PE


Assuntos

1.    Abertura. (Presenças dos Senhores Secretário de Cultura do Estado, Fernando Duarte, Diretor-Presidente da Fundarpe, Severino Barbosa, Diretora de Preservação Cultural, Célia Campos, Diretora do MEPE, Margot Monteiro e da Assessora do MEPE, Tânia Borges);

2.    Palestra: “As atribuições e atividades da Fundarpe na Bacia do Rio São Francisco em Pernambuco” – Cristiane Feitosa (arquiteta e urbanista), Glena Salgado (historiadora) e Isabela Morages (historiadora);

3.    Debates, Informes e definição do local e data da próxima reunião;

4.    Encerramento da reunião.

5.     Visita às instalações e acervo do Museu e receptivo degustativo aos presentes.

Atenciosamente,

Marcelo Teixeira
Coordenador Geral do Fórum BHSF

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Interessado em uvas, Galvão Bueno visita região do Rio São francisco.


Apresentador e locutor trocou o esporte pela paixão por vinhos.
(Fonte: Globo Esporte BA)
O narrador esportivo, Galvão Bueno, da TV Globo, dedicou em seu programa, “Bem Amigos”, no Canal Sportv, na noite desta segunda-feira (12), mais de dez minutos de divulgação ao Vale do São Francisco, onde está a divisa dos estados da Bahia e Pernambuco. Conhecido por seus bordões no futebol e no automobilismo, Galvão demonstrou uma grande admiração pela região que produz vinhos e uvas para exportação.
Ao lado de jornalistas como Paulo César Vasconcelos e de comentaristas como o ex-árbitro de futebol, Arnaldo César Coelho, o narrador anunciou como cardápio do dia um prato típico do Vale do São Francisco: o bode assado, com macaxeira (aipim), acompanhado de espumante moscatel (produzido na região) e para sobremesa, mousse de manga plantada às margens do Velho Chico.
A baiana Daniela Mercury foi a convidada do quadro musical do programa, mas Galvão não deixou de citar os juazeirenses João Gilberto e Ivete Sangalo.
No último final de semana, ele esteve em Juazeiro, Petrolina e Casa Nova para conhecer o enoturismo. A bordo do Vapor do Vinho, uma embarcação que faz passeios turísticos pelo Rio São Francisco e Lago de Sobradinho, o narrador teve a oportunidade de navegar e fazer subida à eclusa da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), chamada popularmente de “elevador de águas”.
Durante a visita, Galvão ficou encantado com as riquezas do Vale e não poupou elogios a esta região que vem se destacando cada vez mais no cenário nacional. “É um pedaço do Brasil que todo mundo que tiver a oportunidade, deve conhecer. Eu fiquei encantado e orgulhoso em conhecer esse pedaço tão bonito do nosso País”, elogiou o apresentador.
A parada final do passeio foi na Vinícola Ouro Verde, no município de Casa Nova, a 572 km de Salvador, que produz anualmente 2 milhões de litros entre vinhos e espumantes, mais 520 mil litros de vinho para brandy (destilado). No local, Galvão teve a oportunidade de conhecer os vinhedos; a cantina – local de elaboração dos vinhos tinto, branco e espumante -; a destilaria. A visita foi conduzida por um enólogo que explicou ao apresentador todas as fases de produção do vinho, desde a plantação das uvas ao engarrafamento.
Segundo, Eurico Benedetti, um dos diretores da Fazenda Ouro Verde, a visita ilustre reforça a divulgação do destino. “Galvão já tinha nos prometido há muito tempo essa visita, para nós é um prazer imenso receber um jornalista que é hoje, um dos mais importantes formadores de opinião do Brasil”, destaca o empresário.
Benedetti ressaltou ainda que a Fazenda Ouro Verde, tem recebido em média, 2,5 mil turistas por mês.
Para o secretário de Turismo do Estado, Domingos Leonelli, a região recebe um importante reforço na divulgação, com um apelo tão forte e tão comercial que é o testemunho do narrador global.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pirapora oferece passeio no único barco a vapor em atividade.



Além do Benjamim Guimarães, culinária e artesanato atraem turistas. Cidade no Norte de Minas Gerais é cortada pelo Rio São Francisco.

Alex Araújo Do G1 MG
A combinação Rio São Francisco com o barco a vapor Benjamim Guimarães, a moqueca de peixe e os artesanatos pode ser encontrada apenas em um lugar do mundo: Pirapora, na Região Norte de Minas Gerais. A cidade está localizada a 347 km de Belo Horizonte e tem mais charme e beleza por causa da curvas do Velho Chico, apelido carinhoso dado ao Rio São Francisco, que corta a cidade.
Barco a vapor Benjamim Guimarães (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Barco a vapor Benjamim Guimarães (Foto: Prefeitura de Pirapora)

Construído em 1913, nos Estados Unidos, Benjamim Guimarães navegou pelo Rio Mississipi e, por algum tempo, em afluentes da Bacia Amazônica. Em 1925, foi comprado por uma companhia têxtil de Pirapora para transportar passageiros e cargas de Pirapora à Bahia.
O barco é o único do gênero em atividade no mundo, movido a vapor de lenha, e foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade e do Brasil. Atualmente, Benjamim Guimarães pertence à Prefeitura de Pirapora e é administrado pela Empresa Municipal de Turismo (Emutur).

O barco percorre 18 quilômetros no São Francisco, aos domingos, das 10h às 13h. A bordo, os turistas têm música ao vivo ou mecânica, bar-lanchonete onde são vendidos salgados, tira-gostos, porções de feijão tropeiro, farofa de carne de sol, peixe frito e bebidas em geral. O vapor possui 12 cabines com beliches, dois refeitórios e oito banheiros – quatro masculinos e quatro femininos. Ele possui 44 metros de comprimento, oito de largura, oito de altura e três conveses. Em 2010, de acordo com a Emutur, a embarcação transportou 5.991 passageiros. Neste ano, até novembro, foram 6.657. “O Benjamim Guimarães não é apenas um transporte. Representa um fator cultural e emocional para Pirapora”, definiu o diretor-presidente da Emutur, Antônio de Souza Filho.
O atual comandante do vapor, Manoel Mariano da Cunha, de 82 anos, coordena as atividades dentro do barco há dois anos e meio, mas tem experiência de sobra. Antes de se aposentar, seu Manoel trabalhou durante 42 anos com navegação.
Comandante Manoel Mariano da Cunha (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Comandante Manoel Mariano da Cunha, usando
óculos escuros na foto
(Foto: Prefeitura de Pirapora)

Atencioso, ele disse que, para chamar os passageiros, Benjamim Guimarães apita às 9h – com uma duração de aproximadamente um minuto. Quinze minutos depois, vem a segunda chamada. O terceiro e último sinal é para a embarcação partir. “Dou as boas-vindas a cada um dos passageiros que entram no vapor”.

Impecável com a farda que veio da Marinha, no Rio de Janeiro, seu Manoel explicou que há dois tipos: a de cor cáqui para os passeios dominicais, e a branca, considerada de gala para festas, aniversários, datas como natal e passeios com autoridades.
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Pirapora, Anselmo Luiz Rocha, disse que o maior patrimônio da cidade é o barco. “É o que mais faz a captação de turistas do mundo todo. A maior parte do turismo de lazer vem atraída pelo Benjamim", comentou Rocha.
“Pirapora é uma cidade turística que tem a origem e o desenvolvimento ligados à história de navegação do Rio São Francisco”, salientou o secretário municipal de Turismo, Alberto Trincanato. Para ele, o município tem uma população composta de pessoas de várias regiões do Brasil, principalmente do Nordeste do Brasil.
“Pirapora é chamada também de ‘Porto de Minas’. O nome ‘Pira-pore’ significa salto do peixe na linguagem dos índios cariris”, explicou. Ainda de acordo com Trincanato, o município tem 25 hotéis e cinco pousadas – o que perfaz um total de 1,3 mil leitos –, e 15 restaurantes.
Ainda segundo a Secretaria Municipal de Turismo, Pirapora recebe cerca de 250 mil visitantes por ano, entre turismo de fim de semana, de negócios e por motivos variados. “Os principais atrativos são passeios fluviais e pesca esportiva no Rio São Francisco, ecoturismo em fazendas e cachoeiras, esportes radicais como rafting, canoagem, bicicross e jet sky”, enumerou. Trincanato também destacou os projetos de fruticultura, a produção de cachaça e a Igreja de Pedra, na Barra de Guaicuí.

As festas como o carnaval, forrós, encontro nacional de motociclistas, campeonatos nacionais de pesca, festival de gastronomia e feirinhas de comida e artesanato semanais na Praça Cariris também são destaques da cidade.

A cidade ainda conta com o Centro de Convenções José Geraldo Honorato Vieira, às margens do São Francisco, no Centro da cidade. O local possui auditório climatizado com capacidade para 800 pessoas, dois salões para 200 pessoas, área de pilotis e estacionamento onde também são feitos eventos de negócios.

Atrativos turísticos
A Ponte Marechal Hermes, inaugurada em novembro de 1922, é um cartão-postal, com 694 metros de extensão e liga a cidade de Pirapora a Buritizeiro. Com estilo rústico, tem toda a estrutura em aço e laterais com piso em madeira e trilhos na parte central.

A estrutura foi fabricada na Bélgica e, até o fim da década de 1960, foi utilizada pela Rede Ferroviária Federal para armazenamento de grãos, algodão, produtos manufaturados, querosene e outros produtos agrícolas que, posteriormente, eram enviados para o Sul e o Sudeste do Brasil. A ponte, a primeira construída sobre o Rio São Francisco, proporciona ao visitante uma vista ampla do Velho Chico.

O Balneário das Duchas, a Ilha do Peixe e a Praia do Areão ficam localizados no Centro de Pirapora e proporcionam aos turistas um refrescante banho nas águas do Velho Chico. Ao longo das avenidas Beira-Rio, Salmeron e São Francisco há bares e restaurantes.
A Casa dos Carranqueiros apresenta o verdadeiro artesanato de carrancas e santos, além da réplica do vapor Benjamim Guimarães. Há também os trabalhos feitos com palha, materiais recicláveis, crochê, argila, barro, pano e pinturas.
Carrancas são esculpidas pelos artesãos. (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Carrancas são esculpidas pelos artesãos
(Foto: Prefeitura de Pirapora)
O Complexo Arquitetônico da Estação Ferroviária e a biblioteca pública são pontos turísticos de grande beleza porque tem a arquitetura original preservada. A Praça dos Cariris é a principal da cidade onde são realizadas diversas manifestações culturais.

No Mercado Municipal, o turista encontra frutas, verduras, queijo caseiro, frango e ovos caipiras trazidos pelos produtores rurais. Há também as tradicionais raízes medicinais, temperos diversos e peixes frescos como dourado, surubim, curumatã e pacamã.

Pirapora se tornou nacionalmente conhecida pelo carnaval com grandes atrações, trios elétricos, carnaval de rua com desfile de escolas de samba, blocos carnavalescos e caricatos.
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Turistas
A pedagoga Pithu Cunha, de 47 anos, mora em Januária, na Região Norte de Minas Gerais, e em 2010 viajou a Pirapora com um grupo de 35 alunos. Ela disse que o turismo em Pirapora melhorou muito na última década e ela destacou ainda a hospitalidade dos piraporenses e a gastronomia.
Pithu disse que o objetivo do passeio foi de estudar história, geografia e literatura in loco. “Conhecer a parte navegável do Rio São Francisco foi muito agradável a bordo do Benjamim Guimarães. Os meninos não imaginavam o tamanho do barco e também ficaram encantados com o som do apito. Os alunos voltaram com uma bagagem histórico-cultural muito grande”, elogiou.
Pithu disse também que a trilha feita com os estudantes foi uma oportunidade para eles conhecerem a vegetação e nascentes de rios. A culinária, ainda de acordo com ela, também é muito saborosa. “Comi um peixe maravilhoso”, destacou.
Helder Soares Veloso (Foto: Álbum de família)
Helder Soares Veloso, no leme do Benjamim
Guimarães (Foto: Arquivo pessoal)

O diretor-geral Helder Soares Veloso, de 40 anos, também tem boas memórias do turismo de Pirapora. Em novembro passado fez vários passeios pela cidade, mas disse ter sido inesquecível navegar pelo Rio São Francisco no Benjamim Guimarães. “Primeiro por causa das histórias contadas no decorrer da viagem, a música ao vivo, os serviços de bordo. Quem fez não se esquece e quer voltar”, contou Veloso.
O diretor administrativo André Luiz Lopes de Oliveira, de 30 anos, também fez o passeio e não poupou elogios. “A gente volta ao passado, como se estivéssemos no túnel do tempo”.

História
O distrito de Pirapora foi criado em 3 de abril de 1847. Em 14 de maio de 1853, o local foi anexado ao distrito de Curvelo com o nome de São Gonçalo de Pirapora e, naquela época, tinha uma população de 70 pessoas morando em 15 casas cobertas de capim ou palha de coqueiro.
Em 30 de agosto de 1911, uma lei estadual criou a cidade de Pirapora e, em 1o de junho de 1912, foi instalado oficialmente o município – data em que é comemorado o aniversário.

Culinária
Um dos pratos tradicionais da região é a moqueca de peixe. Aprenda a receita abaixo.
Moqueca de surubim à moda Pirapora
Ingredientes (rende para 4 pessoas)
5 pedaços de peixe
1 cebola grande
1 pimentão
1 tomate
½ colher de colorau
2 colheres de leite de coco
3 colheres de extrato de tomate
Alho com sal
Cebolinha com salsa, a gosto
Óleo para refogar

Preparo
Refogue a cebola, o pimentão e o tomate em uma panela com óleo. Acrescente o tempero, o coloral, o leite de coco e coloque um litro de água. Deixe ferver até derreter os ingredientes e então coloque o peixe. O cozimento é rápido, cerca de dez minutos.
Agora, prepare o pirão, usando parte do molho da moqueca. Coloque um pedaço de peixe, junte um pouco mais de água e farinha de mandioca. Misture bem.
Moqueca de peixe à moda Pirapora (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Moqueca de peixe à moda Pirapora (Foto: Prefeitura de Pirapora)

Imagens do Rio São Francisco