sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Interessado em uvas, Galvão Bueno visita região do Rio São francisco.


Apresentador e locutor trocou o esporte pela paixão por vinhos.
(Fonte: Globo Esporte BA)
O narrador esportivo, Galvão Bueno, da TV Globo, dedicou em seu programa, “Bem Amigos”, no Canal Sportv, na noite desta segunda-feira (12), mais de dez minutos de divulgação ao Vale do São Francisco, onde está a divisa dos estados da Bahia e Pernambuco. Conhecido por seus bordões no futebol e no automobilismo, Galvão demonstrou uma grande admiração pela região que produz vinhos e uvas para exportação.
Ao lado de jornalistas como Paulo César Vasconcelos e de comentaristas como o ex-árbitro de futebol, Arnaldo César Coelho, o narrador anunciou como cardápio do dia um prato típico do Vale do São Francisco: o bode assado, com macaxeira (aipim), acompanhado de espumante moscatel (produzido na região) e para sobremesa, mousse de manga plantada às margens do Velho Chico.
A baiana Daniela Mercury foi a convidada do quadro musical do programa, mas Galvão não deixou de citar os juazeirenses João Gilberto e Ivete Sangalo.
No último final de semana, ele esteve em Juazeiro, Petrolina e Casa Nova para conhecer o enoturismo. A bordo do Vapor do Vinho, uma embarcação que faz passeios turísticos pelo Rio São Francisco e Lago de Sobradinho, o narrador teve a oportunidade de navegar e fazer subida à eclusa da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), chamada popularmente de “elevador de águas”.
Durante a visita, Galvão ficou encantado com as riquezas do Vale e não poupou elogios a esta região que vem se destacando cada vez mais no cenário nacional. “É um pedaço do Brasil que todo mundo que tiver a oportunidade, deve conhecer. Eu fiquei encantado e orgulhoso em conhecer esse pedaço tão bonito do nosso País”, elogiou o apresentador.
A parada final do passeio foi na Vinícola Ouro Verde, no município de Casa Nova, a 572 km de Salvador, que produz anualmente 2 milhões de litros entre vinhos e espumantes, mais 520 mil litros de vinho para brandy (destilado). No local, Galvão teve a oportunidade de conhecer os vinhedos; a cantina – local de elaboração dos vinhos tinto, branco e espumante -; a destilaria. A visita foi conduzida por um enólogo que explicou ao apresentador todas as fases de produção do vinho, desde a plantação das uvas ao engarrafamento.
Segundo, Eurico Benedetti, um dos diretores da Fazenda Ouro Verde, a visita ilustre reforça a divulgação do destino. “Galvão já tinha nos prometido há muito tempo essa visita, para nós é um prazer imenso receber um jornalista que é hoje, um dos mais importantes formadores de opinião do Brasil”, destaca o empresário.
Benedetti ressaltou ainda que a Fazenda Ouro Verde, tem recebido em média, 2,5 mil turistas por mês.
Para o secretário de Turismo do Estado, Domingos Leonelli, a região recebe um importante reforço na divulgação, com um apelo tão forte e tão comercial que é o testemunho do narrador global.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pirapora oferece passeio no único barco a vapor em atividade.



Além do Benjamim Guimarães, culinária e artesanato atraem turistas. Cidade no Norte de Minas Gerais é cortada pelo Rio São Francisco.

Alex Araújo Do G1 MG
A combinação Rio São Francisco com o barco a vapor Benjamim Guimarães, a moqueca de peixe e os artesanatos pode ser encontrada apenas em um lugar do mundo: Pirapora, na Região Norte de Minas Gerais. A cidade está localizada a 347 km de Belo Horizonte e tem mais charme e beleza por causa da curvas do Velho Chico, apelido carinhoso dado ao Rio São Francisco, que corta a cidade.
Barco a vapor Benjamim Guimarães (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Barco a vapor Benjamim Guimarães (Foto: Prefeitura de Pirapora)

Construído em 1913, nos Estados Unidos, Benjamim Guimarães navegou pelo Rio Mississipi e, por algum tempo, em afluentes da Bacia Amazônica. Em 1925, foi comprado por uma companhia têxtil de Pirapora para transportar passageiros e cargas de Pirapora à Bahia.
O barco é o único do gênero em atividade no mundo, movido a vapor de lenha, e foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade e do Brasil. Atualmente, Benjamim Guimarães pertence à Prefeitura de Pirapora e é administrado pela Empresa Municipal de Turismo (Emutur).

O barco percorre 18 quilômetros no São Francisco, aos domingos, das 10h às 13h. A bordo, os turistas têm música ao vivo ou mecânica, bar-lanchonete onde são vendidos salgados, tira-gostos, porções de feijão tropeiro, farofa de carne de sol, peixe frito e bebidas em geral. O vapor possui 12 cabines com beliches, dois refeitórios e oito banheiros – quatro masculinos e quatro femininos. Ele possui 44 metros de comprimento, oito de largura, oito de altura e três conveses. Em 2010, de acordo com a Emutur, a embarcação transportou 5.991 passageiros. Neste ano, até novembro, foram 6.657. “O Benjamim Guimarães não é apenas um transporte. Representa um fator cultural e emocional para Pirapora”, definiu o diretor-presidente da Emutur, Antônio de Souza Filho.
O atual comandante do vapor, Manoel Mariano da Cunha, de 82 anos, coordena as atividades dentro do barco há dois anos e meio, mas tem experiência de sobra. Antes de se aposentar, seu Manoel trabalhou durante 42 anos com navegação.
Comandante Manoel Mariano da Cunha (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Comandante Manoel Mariano da Cunha, usando
óculos escuros na foto
(Foto: Prefeitura de Pirapora)

Atencioso, ele disse que, para chamar os passageiros, Benjamim Guimarães apita às 9h – com uma duração de aproximadamente um minuto. Quinze minutos depois, vem a segunda chamada. O terceiro e último sinal é para a embarcação partir. “Dou as boas-vindas a cada um dos passageiros que entram no vapor”.

Impecável com a farda que veio da Marinha, no Rio de Janeiro, seu Manoel explicou que há dois tipos: a de cor cáqui para os passeios dominicais, e a branca, considerada de gala para festas, aniversários, datas como natal e passeios com autoridades.
O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Pirapora, Anselmo Luiz Rocha, disse que o maior patrimônio da cidade é o barco. “É o que mais faz a captação de turistas do mundo todo. A maior parte do turismo de lazer vem atraída pelo Benjamim", comentou Rocha.
“Pirapora é uma cidade turística que tem a origem e o desenvolvimento ligados à história de navegação do Rio São Francisco”, salientou o secretário municipal de Turismo, Alberto Trincanato. Para ele, o município tem uma população composta de pessoas de várias regiões do Brasil, principalmente do Nordeste do Brasil.
“Pirapora é chamada também de ‘Porto de Minas’. O nome ‘Pira-pore’ significa salto do peixe na linguagem dos índios cariris”, explicou. Ainda de acordo com Trincanato, o município tem 25 hotéis e cinco pousadas – o que perfaz um total de 1,3 mil leitos –, e 15 restaurantes.
Ainda segundo a Secretaria Municipal de Turismo, Pirapora recebe cerca de 250 mil visitantes por ano, entre turismo de fim de semana, de negócios e por motivos variados. “Os principais atrativos são passeios fluviais e pesca esportiva no Rio São Francisco, ecoturismo em fazendas e cachoeiras, esportes radicais como rafting, canoagem, bicicross e jet sky”, enumerou. Trincanato também destacou os projetos de fruticultura, a produção de cachaça e a Igreja de Pedra, na Barra de Guaicuí.

As festas como o carnaval, forrós, encontro nacional de motociclistas, campeonatos nacionais de pesca, festival de gastronomia e feirinhas de comida e artesanato semanais na Praça Cariris também são destaques da cidade.

A cidade ainda conta com o Centro de Convenções José Geraldo Honorato Vieira, às margens do São Francisco, no Centro da cidade. O local possui auditório climatizado com capacidade para 800 pessoas, dois salões para 200 pessoas, área de pilotis e estacionamento onde também são feitos eventos de negócios.

Atrativos turísticos
A Ponte Marechal Hermes, inaugurada em novembro de 1922, é um cartão-postal, com 694 metros de extensão e liga a cidade de Pirapora a Buritizeiro. Com estilo rústico, tem toda a estrutura em aço e laterais com piso em madeira e trilhos na parte central.

A estrutura foi fabricada na Bélgica e, até o fim da década de 1960, foi utilizada pela Rede Ferroviária Federal para armazenamento de grãos, algodão, produtos manufaturados, querosene e outros produtos agrícolas que, posteriormente, eram enviados para o Sul e o Sudeste do Brasil. A ponte, a primeira construída sobre o Rio São Francisco, proporciona ao visitante uma vista ampla do Velho Chico.

O Balneário das Duchas, a Ilha do Peixe e a Praia do Areão ficam localizados no Centro de Pirapora e proporcionam aos turistas um refrescante banho nas águas do Velho Chico. Ao longo das avenidas Beira-Rio, Salmeron e São Francisco há bares e restaurantes.
A Casa dos Carranqueiros apresenta o verdadeiro artesanato de carrancas e santos, além da réplica do vapor Benjamim Guimarães. Há também os trabalhos feitos com palha, materiais recicláveis, crochê, argila, barro, pano e pinturas.
Carrancas são esculpidas pelos artesãos. (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Carrancas são esculpidas pelos artesãos
(Foto: Prefeitura de Pirapora)
O Complexo Arquitetônico da Estação Ferroviária e a biblioteca pública são pontos turísticos de grande beleza porque tem a arquitetura original preservada. A Praça dos Cariris é a principal da cidade onde são realizadas diversas manifestações culturais.

No Mercado Municipal, o turista encontra frutas, verduras, queijo caseiro, frango e ovos caipiras trazidos pelos produtores rurais. Há também as tradicionais raízes medicinais, temperos diversos e peixes frescos como dourado, surubim, curumatã e pacamã.

Pirapora se tornou nacionalmente conhecida pelo carnaval com grandes atrações, trios elétricos, carnaval de rua com desfile de escolas de samba, blocos carnavalescos e caricatos.
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Turistas
A pedagoga Pithu Cunha, de 47 anos, mora em Januária, na Região Norte de Minas Gerais, e em 2010 viajou a Pirapora com um grupo de 35 alunos. Ela disse que o turismo em Pirapora melhorou muito na última década e ela destacou ainda a hospitalidade dos piraporenses e a gastronomia.
Pithu disse que o objetivo do passeio foi de estudar história, geografia e literatura in loco. “Conhecer a parte navegável do Rio São Francisco foi muito agradável a bordo do Benjamim Guimarães. Os meninos não imaginavam o tamanho do barco e também ficaram encantados com o som do apito. Os alunos voltaram com uma bagagem histórico-cultural muito grande”, elogiou.
Pithu disse também que a trilha feita com os estudantes foi uma oportunidade para eles conhecerem a vegetação e nascentes de rios. A culinária, ainda de acordo com ela, também é muito saborosa. “Comi um peixe maravilhoso”, destacou.
Helder Soares Veloso (Foto: Álbum de família)
Helder Soares Veloso, no leme do Benjamim
Guimarães (Foto: Arquivo pessoal)

O diretor-geral Helder Soares Veloso, de 40 anos, também tem boas memórias do turismo de Pirapora. Em novembro passado fez vários passeios pela cidade, mas disse ter sido inesquecível navegar pelo Rio São Francisco no Benjamim Guimarães. “Primeiro por causa das histórias contadas no decorrer da viagem, a música ao vivo, os serviços de bordo. Quem fez não se esquece e quer voltar”, contou Veloso.
O diretor administrativo André Luiz Lopes de Oliveira, de 30 anos, também fez o passeio e não poupou elogios. “A gente volta ao passado, como se estivéssemos no túnel do tempo”.

História
O distrito de Pirapora foi criado em 3 de abril de 1847. Em 14 de maio de 1853, o local foi anexado ao distrito de Curvelo com o nome de São Gonçalo de Pirapora e, naquela época, tinha uma população de 70 pessoas morando em 15 casas cobertas de capim ou palha de coqueiro.
Em 30 de agosto de 1911, uma lei estadual criou a cidade de Pirapora e, em 1o de junho de 1912, foi instalado oficialmente o município – data em que é comemorado o aniversário.

Culinária
Um dos pratos tradicionais da região é a moqueca de peixe. Aprenda a receita abaixo.
Moqueca de surubim à moda Pirapora
Ingredientes (rende para 4 pessoas)
5 pedaços de peixe
1 cebola grande
1 pimentão
1 tomate
½ colher de colorau
2 colheres de leite de coco
3 colheres de extrato de tomate
Alho com sal
Cebolinha com salsa, a gosto
Óleo para refogar

Preparo
Refogue a cebola, o pimentão e o tomate em uma panela com óleo. Acrescente o tempero, o coloral, o leite de coco e coloque um litro de água. Deixe ferver até derreter os ingredientes e então coloque o peixe. O cozimento é rápido, cerca de dez minutos.
Agora, prepare o pirão, usando parte do molho da moqueca. Coloque um pedaço de peixe, junte um pouco mais de água e farinha de mandioca. Misture bem.
Moqueca de peixe à moda Pirapora (Foto: Prefeitura de Pirapora)
Moqueca de peixe à moda Pirapora (Foto: Prefeitura de Pirapora)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Conheça o Plano de Ação da Fundaj para o Plano Nacional de Educação - PNE 2011-2012.

Fonte: Marcelo Mário de Melo

O Plano de Ação da Fundação Joaquim Nabuco para a integração nas metas do Plano Nacional da Educação no período 2012-2020, estruturado num processo de discussão aberto a todos os servidores, depois de apresentação feita pelo presidente da instituição, Fernando Freire, foi submetido hoje, em workshop, à apreciação de diversas personalidades representativas da universidade e da comunidade cultural da Região Nordeste.

O Plano está fundado nas diretrizes:

- Ampliar a inserção das ações da Fundação Joaquim Nabuco no Plano Nacional da Educação – PNE 2011 – 2020, buscando confluência com o Plano Nacional de Cultura e a Política Nacional de Educação Ambiental;
– Pesquisar, formar e difundir são atividades institucionais da Fundação;

– Relacionar a inserção territorial da Fundação às transformações sociais, econômicas, culturais e políticas que impactam nas formas de a Região Nordeste se articular com o País e com o mundo, priorizando, preferencialmente, os eixos de desenvolvimento da Bacia do São Francisco, da Transposição, do Complexo Industrial Portuário de Suape, do Porto de Pecém, da Transnordestina e das áreas onde foram implantados novos campi, oriundas do processo de interiorização das Universidades Públicas;

– Promover a interiorização das ações da Fundação, especialmente nos eixos de desenvolvimento da região, elegendo tentativas e atividades que contribuam para o empoderamento da população e reforcem a atuação da Fundação nos municípios focados;

- Promover acessibilidade a produtos, serviços e espaços físicos a pessoas com deficiência, ampliando a participação da sociedade em suas ações.
Durante toda a manhã e uma parte do segundo expediente, os debatedores fizeram suas considerações em torno do Plano, compreendendo sugestões e alguns alertas.

De uma maneira geral, foi elogiada a disposição da presidência da Fundaj em se predispor a uma avaliação externa e se ressaltou a importância do esforço no sentido de sair dos limites de Pernambuco e ampliar o raio de ação ao conjunto da região nordestina.

A Fundaj foi alertada para não se esquecer das áreas do Nordeste que não estão incluídas nos grandes projetos de desenvolvimento e não executar linhas de formação que venham caracterizar superposições com atividades já desenvolvidas pelas universidades.

Também se chamou a atenção para que a intervenção educacional da Fundaj nos territórios dos grandes projetos de desenvolvimento econômico ultrapassem a visão utilitarista da simples formação de mão-de-obra e compreendam o arco mais amplo da formação humanística e voltada para o exercício da cidadania.

Diversos participantes ressaltaram a necessidade de a Fundaj atuar como coordenadora de trabalhos em rede, junto a universidades e outras instituições ligadas à sociedade. O investimento nas tecnologias da informação para a difusão do conhecimento também foi ressaltado.

O caráter híbrido da Fundaj, como instituição de pesquisa, memória e cultura, foi colocado pelos debatedores como um elemento positivo que lhe permite suplementar, com a sua pluralidade de conhecimentos e acervos, os projetos e as ações das entidades que possuem um viés puramente educacional.

Agradecendo aos participantes pelo estudo e o envolvimento no Plano de Ação da Fundaj para a inserção no PNE, o presidente Fernando Freire esclareceu que as considerações recolhidas no workshop seriam tomadas como subsídios ao planejamento estratégico da instituição, do qual o Plano de Ação constitui uma parte.

Participaram do workshop: a economista Tânia Bacelar (UFPE/Ceplan); o Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César; o deputado Paulo Rubem Santiago; e ainda Ivon Fittipaldi (UFPE), Dalila Andrade (UFMG), Aristides Monteiro (IPEA), Lúcia Melo (MTC), Arnóbio Gama (Facepe), Emídio Cantídio (MEC/Capes), Antonio Paulo Rezende (UFPE), Paulo Linhares (INESP/CE), Jurema da Costa Seckler (Casa de Rui Barbosa), José Geraldo Eugênio de França (Itep) e Marcelo Carneiro Leão (UFRPE).

Irrigação transforma o Vale do Rio São Francisco.






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fórum realiza sua 50ª Reunião Ordinária na CIPOMA em Igarassu (PE).


Palestra da Major Erika Melcop, comandante da CIPOMA

O Fórum BHSF realizou a sua 50ª Reunião ordinária, e última do ano, na Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPOMA), no município de Igarassu (PE), no último dia 14.12 (quarta-feira).
Na oportunidade a major Erika Melcop, comandante da Cipoma fez uma apresentação detalhada sobre as ações da Companhia, seus objetivos, área de atuação, efetivo, viaturas disponíveis, suas necessidades e carências. A ajuda da população é fundamental para o sucesso do combate aos crimes ambientais. Essa é a visão da Cipoma, uma das entidades que mais atua na repressão a esse tipo de infração, que tem acontecido com frequência no estado. “A gente pede que a população participe e denuncie, porque a gente só consegue fazer um bom trabalho com a participação da comunidade”, assegura a major Erika Melcop. Para ela, a legislação do setor precisa ser revista. “Essa lei não está corrigindo os infratores. As penas aplicadas são consideradas de pequeno potencial ofensivo e geralmente são transformadas, em penas alternativas”. Atualmente, a punição para quem comete esse tipo de crime pode ir de uma advertência administrativa até 4 anos de prisão. Normalmente, quem está envolvido nesse esquema possui sítios ou fazenda ou trabalha no setor de transporte, como caminhoneiros.
Ao todo, são 146 policiais vinculados à Cipoma. Mas ficam de fora desse número os 20 destacados para Fernando de Noronha, além dos que se encontram de férias, de licença médica ou à espera da publicação no Diário Oficial da transferência para a reserva.
Duas viaturas e 60 homens na ativa. É a isso que se resume a aparelhagem, para todo o Estado, da Cipoma que é  vinculada à Polícia Militar, a unidade criada em 1989 vem há cinco anos sofrendo sucateamento. Em agosto, teve 30 policiais destacados para batalhões que se dedicam ao combate da violência. Houve sugestões dos membros do Fórum para que a Cipoma apresente seu plano de reestruturação ao Consema - Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco. 
Em seguida a convite da Comandante, visitamos as instalações da Companhia e também uma Escola do município de Igarassu que funciona naquele local em regime de três turnos. A Escola apresenta condições precárias, com fissuras nas paredes, infiltrações, mofos e outros problemas que precisam de soluções para a segurança das crianças da comunidade que ali estudam.
Participaram da reunião, a Codevasf, Ministério Público de Pernambuco/Caopma, Dnocs, Semas, Fundaj, Fundarpe e Sudene.
A próxima reunião do Fórum BHSF será no dia 11 de março de 2012 (quarta-feira), a partir das 08:30hs em local a ser definido pela Fundarpe.
Nossos agradecimento a Major Erika Melcop e a sua equipe pela acolhida aos membros do Fórum e nossos parabéns pela determinação, competência e grandeza do trabalho realizado em prol da preservação do meio ambiente da Mata Atlântica e da Caatinga em nosso Estado.
Leia também: Falta equipamentos e pessoal na Cipoma

FOTOS


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sertão do São Francisco vira polo turístico

                                  
Foto: Bodódromo de Petrolina. Sete empresas produtoras
de vinho estão instaladas na região.

O Sertão nordestino é conhecido pela aridez, pelo sol, pela caatinga. Mas a região de Pernambuco por onde o Rio São Francisco passa, na divisa com a Bahia, é praticamente um oásis nesse cenário. Mais do que pela secura, a cidade de Petrolina e algumas vizinhas próximas, a cerca de 700 km do Recife, se destacam pela riqueza de seus sabores, seja das frutas para exportação, das comidas típicas ou dos vinhos, que vêm ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos.

Com sete vinícolas na região do Vale do São Francisco, consolidou-se a Rota do Vinho, passeio turístico onde os visitantes podem conhecer os vinhos tropicais, que possuem um sabor especial, segundo seus produtores. Uma das paradas da rota é a vitivinícola Santa Maria, onde são fabricados os vinhos Rio Sol, em Lagoa Grande, a 40 minutos de Petrolina. Pelo caminho, a chamada Estrada de Vermelho (indo pela BR-428 e pegando a PE-574), barris da empresa indicam o caminho para a fazenda, onde o empresário português João Santos, responsável pela vinícola, recebe todo mundo pessoalmente.

O clima é familiar. No mesmo lugar em que o empresário atende clientes, três de seus quatro filhos brincam. "Filho, cachorro, o lugar é bem família mesmo. Essa é uma das nossas diferenças", explica Santos. A casa da fazenda fica a poucos metros do São Francisco, o rio que torna possível a existência dos parreirais. "Diziam que era loucura produzir vinho no Alentejo, em Portugal. Hoje, de cada dois vinhos vendidos lá, um é do Alentejo", compara.
A propriedade tem 200 hectares de vinhas plantadas, convivendo lado a lado com a caatinga, coqueirais e mangueiras. As árvores tropicais são mantidas para compor o clima da fazenda. "Nós temos um vinho diferente, um vinho tropical. E não existe enoturismo sem um bom vinho. As pessoas querem conhecer onde é produzido aquele vinho que provaram", acredita.

Durante o passeio, os visitantes acompanham as ‘quatro estações da uva' - o clima tropical viabiliza as diferentes fases da produção no mesmo lugar, desde o florescimento, onde se vê o começo dos cachos se formando, até provar as uvas que vão originar o vinho. "As uvas para vinho são sempre pequeninas assim", explica Santos, ao mostrar as frutas amadurecendo. "Para você saber se estão maduras, basta abrir e olhar o caroço, ele tem de estar bem marrom", diz, acrescentando que o líquido é bem claro e é a casca que dá cor ao vinho.

Além de Santos, um casal de enólogos que mora na pequena vila da fazenda também guia as visitas, que custam R$ 10 e precisam ser agendadas por telefone. A vinícola conta com diferentes tipos de castas ('espécies'), a exemplo de Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet. "Cada uma é um vinho diferente", lembra Santos. Para ele, há grandes vantagens de se produzir no São Francisco. "Aqui não vem uma chuva para apodrecer as uvas. Temos uma produção de qualidade constante. Não é como alguns vinhos, em que você precisa saber o ano da safra".

Mais do que aprender as diferenças entre as uvas, na visita também se veem as diferentes formas de cultivar a fruta. As latadas, fios de arame que parecem varais e por onde as parreiras sobem, são um bom modo de plantar uvas brancas. Para fazendas mecanizadas, a espaldeira, formada por sete fios de arame como uma cerca, é o ideal para a retirada das uvas. "Buscamos fazer a gestão de água, de qualidade das plantas, de recursos humanos, e ter a melhor forma de plantio", conta o professor Rogério de Castro, da Universidade de Lisboa.

Castro é um dos responsáveis pela pesquisa dos tipos de uva mais adequados, desde o começo da Rio Sol, há oito anos. "Amigos meus de todo o mundo se surpreendem com esse espaço", relembra. "Empresas de vinho não são empresas comuns. Elas precisam de mais investimento e de pelo menos 10 anos para se equilibrar", explica Santos.

Depois dos parreirais, o passeio segue pela fábrica. Os reservatórios feitos em aço inoxidável têm de ser refrigerados, devido ao calor da região, e o formato varia de acordo com a bebida. Enquanto os de vinho têm o topo e o fundo retos, os de espumante precisam ser arredondados para aguentar a pressão, uma vez que o gás liberado faz parte - e também dá a fama - da bebida e tem de ser mantido dentro do tanque. O envelhecimento dos vinhos acontece em barris vindos da França, em uma sala onde a luz é quase inexistente, para a bebida poder realmente ‘descansar'.

A visita termina com a degustação. Em dias de grandes visitas, é sob a mangueira nos fundos da loja que os visitantes saboreiam as bebidas, no melhor clima tropical. "Nós tentamos fazer as coisas diferentes por aqui. A caatinga é maravilhosa, tem um forró maravilhoso e as pessoas são ótimas", conta João, que veio com a família para o Brasil há oito anos e se apaixonou pelo lugar.
(Fonte: Midia News)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Estadão mostra a situação das obras de transposição do rio São Francisco e as explicações do MI.


Em Pernambuco, trechos precisam ser reconstruídos e empreiteiras abandonaram os canteiros de obras.
O Estadão denunciou o que os nordestinos já sabem. As obras da transposição do Rio São Francisco foram abandonadas.
O vídeo foi gravado no eixo que vai chegar à Paraíba através do município de Monteiro. O relato foi feito pelo Padre Sebastião entre os municípios de Custódia e Betânia, em Pernambuco.
(Fonte: Estadao.com.br).

Nota do Ministério da Integração Nacional:

Ministério da Integração Nacional
Gabinete do Ministro - Assessoria de Comunicação Social

Projeto São Francisco: obras em andamento

1.      É um engano afirmar que o Projeto de Integração do Rio São Francisco está interrompido ou parado. A obra, composta por 700 km de extensão, é dividida em 14 lotes de obras e mais dois canais de aproximação a cargo do Comando do Exército.
2.      Estão em construção canais, barragens, aquedutos e túneis para levar a água do rio São Francisco para os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. O Projeto beneficiará12 milhões de pessoas.
3.       A obra conta com 3 800 postos de trabalho e com 10 lotes em atividade.  O Eixo Leste, que beneficiará mais de 4,5 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco e Paraíba, possui 287 km de extensão e conta com 71% das obras concluídas. Já o Eixo Norte com 426 km de extensão beneficiará mais de 7,1 milhões de pessoas nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Ele possui 46% das obras executadas.
  1. Quando as obras em canais eram mais intensas, chegou a ter 9000 empregos. O lote 6, por exemplo, tem hoje mais de 950 empregados, a maioria deles oriundos dos lotes que ainda não retomaram. No lote 14, em pleno funcionamento, há 400, pela natureza dos serviços que atualmente opera (escavação de túneis). Há uma flutuação natural da mão-de-obra. Entende-se que no ano de 2012, em função do avanço das obras e da característica dos serviços em execução,  o número total de empregados girará em torno de 5 a 6 mil.
Por lote de obras, os níveis de execução física da obra são os seguintes:
Eixo Norte (46%)
Eixo Leste (71%)
§  Tomada d’água do Eixo Norte, em Cabrobó (PE): 78%
§  Lote 1, em Cabrobó (PE) : 72,8%
§  Lote 2 , em Cabrobó (PE): 48,6%
§  Lote 3, em Salgueiro (PE) : 34,3%
§  Lote 4, em Verdejante (PE): 12,9%
§  Lote 6, em Mauriti (CE): 38,6%
§  Lote 7, em São José de Piranhas (PB): 18%
§  Lote 14, em São José de Piranhas (PB): 24,9%
§  Tomada d’água do Eixo Leste, em Floresta (PE): 81%
§  Lote 9, em Floresta (PE): 52%
§  Lote 10, em Custódia (PE): 57%
§  Lote 11, em Custódia (PE): 88%
§  Lote 12, em Sertânia (PE): 44%
§  Lote 13, em Floresta (PE): 46%



5.      Ocorre que em alguns lotes, as obras estão momentaneamente paralisadas em razão da decisão de não aditar os contratos além dos 25% previstos em lei. Esta decisão determinou a revisão dos contratos vigentes, levantamentos de campo para a promoção de rescisões parciais dos atuais contratos e a preparação de novas licitações que serão lançadas a público nas próximas semanas. Tanto é que as obras dos lotes 1, 2 e 10 serão retomadas em janeiro próximo, uma vez que estão superadas as dificuldades. O lote 9 deverá ser retomado em fevereiro de 2012.
6.      Além disso, a atual gestão se deparou com a necessidade de buscar, junto às projetistas, maior detalhamento nos projetos, em razão de problemas ocorridos na realização das obras (exemplos: esgotamento de jazidas de materiais necessários às obras, características de solo e de subsolo diferentes das previstas, detalhamentos de projetos em pontos específicos e outros).
7.      Outra razão importante para o atraso foi o cancelamento, em 2010, por orientação do Tribunal de Contas da União, das licitações dos lotes 5 e 8, em razão de imperfeições nos projetos básicos dos editais de licitação. Em 2011, o Ministério, já de posse dos projetos executivos, conforme orientação da presidenta Dilma, realizou a licitação do lote 8 (construção de três estações de bombeamento no eixo norte), que teve as obras iniciadas em 3 de novembro, e lançou o edital do lote 5 (construção de cinco barragens no eixo norte), com previsão de conclusão do processo licitatório em fevereiro próximo.
8.      Os contratos dos lotes 4 e 7 estão sendo rescindidos e os trechos de obras que faltam ser feitos serão licitados novamente em janeiro/fevereiro do próximo ano. O reinício das obras desses lotes 4 e 7 dependerá do andamento dessas novas licitações.
Orçamento e valores pagos
  1. O Projeto São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e está orçado em R$ 6,8 bilhões.  Já foram pagos R$ 2,7 bilhões até o mês de outubro e empenhados R$ 3,8 bilhões. A obra beneficiará uma população estimada de 12 milhões de habitantes, além de gerar emprego e de promover a inclusão social.
Prazos e metas
  1. O Projeto possui três metas de conclusão para o Eixo Leste:
• A Meta 1L compreende a captação no reservatório de Itaparica até o reservatório Areias, ambos situados no município de Floresta (PE), será concluída no final de outubro de 2012. Desse sistema, já foram realizadas 81% do canal de aproximação, 60% da Estação de Bombeamento, 98% do canal de adução e 93% do reservatório Areias. A Meta 1-leste é uma meta piloto para testes do sistema de operação.
• A Meta 2L inicia a partir da saída reservatório Areias, em Floresta (PE), e segue até o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE), e deverá ser concluída no final de setembro de 2014.
• A Meta 3L será finalizada em dezembro de 2014. Ela está situada entre o reservatório Barro Branco, em Custódia (PE), e o reservatório Poções, em Monteiro (PB).
Já o Eixo Norte possui duas metas de conclusão:
• A Meta 1N, que corresponde à captação do rio São Francisco, no município de Cabrobó (PE), até o reservatório de Jati, em Jati (CE) será concluída em setembro de 2014.
• A Meta 2N irá do reservatório Jati, no município de Jati (CE), até o reservatório Caiçara, no município de São José de Piranhas (PB) e se divide em duas etapas. Parte dela denomina-se de Meta 2A - norte, que compreende o reservatório de Jati até o reservatório Porcos, no município de Brejo Santo (CE), com conclusão prevista para dezembro de 2014. A Meta 2B-norte será finalizada em dezembro de 2015 e está situada entre reservatório Porcos e o reservatório Caiçaras, localizado na Paraíba.
Fiscalização da obra
  1. Como em toda obra pública, o Ministério possui equipes de fiscais de campo que acompanham a execução do Projeto de Integração do rio São Francisco. Além disso, cada contrato tem um gestor designado por portaria publicada em diário oficial.
  2. Essa obra, por ser de grande porte, tem também oito consórcios de empresas de consultoria em engenharia contratadas para supervisionar a execução das obras, e um gerenciamento global feito pelo consórcio LOGOS-CONCREMAT, também contratado por licitação.
Rachaduras de canais em trechos revestidos
  1. No caso de rachaduras e quebras, em razão do tempo que ocorre entre a concretação e o fluxo contínuo de água no canal, esse tipo de ocorrência é possível, e foi prevista nos contratos de obras. Tais fatos não são inusitados e as condições de clima da região favorecem esse tipo de ocorrência.
  2. A cláusula 15ª dos contratos prevê esse tipo de ocorrência e imputa à construtora a responsabilidade saná-la quando da entrega definitiva da obra, o que ainda não ocorreu em nenhum trecho, de nenhum dos lotes. Portanto, a responsabilidade é integral da contratada. É uma questão de responsabilidade civil.
  3. No caso dos trechos abertos e não concretados, idem: a responsabilidade de conclusão é das empresas contratadas. O Ministério não contratará duas vezes o mesmo serviço, nem qualquer trecho dessas obras.
  4. A sensação de “abandono” decorre da paralisação temporária de algumas áreas. É uma obra extensa, com mais de 700 km e sempre em alguns trechos haverá atividade e em outros não. Uma vez retomadas as obras, essas situações serão corrigidas e a sensação desaparecerá. Nos lotes com ritmo normal, tais fatos não são vistos.
  5. Importante lembrar que 58% da obra está realizada, sendo 71% das obras do eixo leste concluídas, enquanto o eixo norte já avançou 46%. Além disso, tem-se 3 anos de obras pela frente. Qualquer conclusão que não leve em conta esses fatos poderá estar incorreta. Até porque nenhum dos lotes de obras foi entregue e ainda se encontram sob a responsabilidade de seus construtores.
  6. O Ministério está muito atento ao comportamento das construtoras. Como a obra está em andamento, com seus contratos vigentes, não há risco de perda ou prejuízo para o Governo. Inclusive, em 26 de outubro último, notificou o consórcio construtor do lote 10 sobre as rachaduras (Ofício n. 262/SIH/MI). A partir de janeiro as obras desse trecho estarão sendo retomadas.
Rachaduras em residências, decorrentes das explosões nas obras do PISF
  1. Quanto às rachaduras em casas e outras instalações municipais, o Ministério analisa as situações reclamadas pelos moradores e as empresas construtoras se encarregam de providenciar os reparos das rachaduras.
Posto de Saúde no assentamento Serra Negra, em Floresta (PE)
  1. Será construído um novo posto de saúde no P.A Serra Negra, fora da faixa de obra, por meio de convênio com a Prefeitura de Floresta. O MI repassará os recursos à  Prefeitura de Floresta, que já foi procurada formalmente para que realize a obra.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um mergulho nas ruínas da antiga cidade de Petrolândia.


Município no Sertão pernambucano foi inundada há mais de 20 anos, para a formação do lago de Itaparica.

Assista abaixo os documentários de 1988 - Antiga Petrolândia - Época de Mudança.
Documentário produzido em 1988, na época em que Petrolândia foi desapropriada pela CHESF (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco) devido à construção da Usina Hidrelétrica Luíz Gonzaga ( Barragem de Itaparica).
Edição para publicação na web: Bruno Capelii




A colonização da região começou no século XVIII, quando foram fundadas as fazendas Brejinho da Serra e Brejinho de Fora. Os primeiros núcleos de povoamento surgiram onde havia uma frondosa árvore de jatobá e um bebedouro para o gado. Por causa disso, o povoado ficou conhecido como Bebedouro de Jatobá.

Em 1877, a região recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, que ordenou a construção de um cais e de uma ferrovia que ligava economicamente o alto e o baixo São Francisco.

Em 1887, a sede do município de Tacaratu é transferida para o povoado de Jatobá que, mais tarde, seria elevada à categoria de cidade em 1º de julho de 1909. O município recebeu a atual denominação em homenagem ao Imperador D. Pedro II.

A história do município passou por uma enorme transformação nos anos 80 devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, que resultou na inundação da antiga cidade pelo lago de Itaparica e obrigou a transferência dos moradores para a atual cidade em 1988.

O município de Petrolândia vem se tornando nos últimos anos um dos mais importantes da região.
(Fonte: Wikipedia)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Transposição do São Francisco: biólogos lutam para preservar espécies vegetais na área de caatinga


Biólogos lutam para preservar espécies vegetais na área de caatinga.  Grupo resgata amostras de plantas e sementes.

O vai e vem dos caminhões e as máquinas não param, quilômetros de vegetação já foram desmatados desde que as obras da transposição começaram. Entre tantos operários, uma turma especial segue na linha de frente pela vida.
O grupo não mede esforços para realizar uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, que se estende por 402 quilômetros no eixo norte e 220 quilômetros no eixo leste.
A elaboração do inventário florístico e o resgate de espécies permitem o reconhecimento da flora na região degradada. Nada passa despercebido, sementes são coletadas, árvores medidas e amostras de flores são colhidas. Tudo é registrado com a ajuda de um GPS, aparelho que registra a localização exata de cada planta.
O trabalho começou em 2008 e conta com a participação de biólogos e estudantes dos cursos de ciências biológicas, zootecnia, agronomia e engenharia agrícola e ambiental. Trabalhadores rurais também fazem parte do projeto que tem como objetivo, conhecer e preservar o bioma caatinga.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e saiba como funciona os estudos dentro da universidade.
(Fonte: G1.globo.com)

sábado, 12 de novembro de 2011

Fórum BHSF e Ministério Público de Pernambuco discutem em audiência possibilidade de implantação de Usina Nuclear em Itacuruba.

A audiência em Itacuruba teve o objetivo previamente definido de discutir com os participantes e deliberar encaminhamentos acerca de temas relacionados ao Fórum e outros de interesse da população local.

Aproximadamente 200 pessoas compareceram ao auditório da Secretaria de Educação do município de Itacuruba (PE), local de realização da audiência no dia 09.11 (quarta-feira) que contou com forte participação da comunidade, com destaque para intervenção de jovens estudantes de escolas públicas municipais.  O evento teve a Coordenação do representante do Ministério Público de Pernambuco, Dr. André Silvani (CAOPMA), e pelo Coordenador Geral do Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Pernambuco, Marcelo Teixeira (Codevasf) e pelos membros do Fórum representando o DNOCS (Kátia Távora e Fernanda Cristina), Agência Condepe/Fidem (Wellington Eliazar e Paulo da Fonte), CPRH (João Moraes), Fundaj (João Suassuna), SEMAS (Marcus Carvalho), Cipoma (Sargento Paulino) e Fundarpe (Augusto Passhaus Neto). Se fizeram presentes a audiência, a  Prefeitura Municipal, a promotora de justiça de Itacuruba, Liana Menezes Santos, a  Diocese de Floresta, Povos Indígenas da região,  Articulação Popular São Francisco Vivo, Comissão Pastoral da Terra, Irpaa, Comitê da Bacia do São Francisco, além de órgãos que tem desenvolvido estudos e pesquisas na região, a exemplo da Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj. A audiência  foi convocada pelo poder público (MPPE/CAOPMA) que diz ter tido conhecimento da possibilidade de instalação da Usina Nuclear em Itacuruba apenas através da imprensa. “O município ainda não foi informado, fiquei sabendo pelos jornais e pelo relatório da Eletronuclear disponível em um blog da região”, declarou o prefeito do município, Romero Magalhães Lêdo (PSB) em sua fala de abertura dos trabalhos.
Antes de abrir para debate, os representantes do  Fórum Interinstitucional de Defesa da Bacia do Rio São Francisco em Pernambuco – organização que reúne instituições públicas ligadas ao Meio Ambiente, Marcelo Teixeira e Wellington Eliazar – apresentaram características naturais e sócio-econômicas do estado de Pernambuco e em especial dos municípios que estão situados na área que compreende o Sertão de Itaparica. Em seguida, cartazes e gritos de ordem de “Não queremos Usina Nuclear” reforçavam a fala de diversas pessoas que manifestaram a preocupação com os impactos que a instalação de uma Usina Nuclear pode trazer para Itacuruba, para o São Francisco e para o país de forma geral, tomando por referência consequências geradas a partir da geração de energia nuclear em outros países. João Suassuna (FUNDAJ) e Vice Coordenador do Fórum BHSF, destacou que é membro do fórum não para dizer se é contra ou a favor da instalação da usina nuclear, mas apenas para levantar questões: uma sobre a energia nuclear, dizendo que essas idéias começaram a vir a tona a partir do ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que é Físico Nuclear; que a idéia está esfriando porque ele não é mais ministro; diz que a implantação de uma unidade como essa não requer muitos empregos e impõe a qualificação dos trabalhadores, o que não envolve ninguém da região; destacou a existência de outras fontes energéticas interessantes, como o sol (3.000h de sol ao ano no NE); quando se começa a usar a tecnologia a tendência é diminuir o seu custo e a energia solar já começa a igualar os tais custos aos das usinas hidrelétricas; manifestou preocupação com os resíduos gerados com a atividade de uma usina nuclear; diz que Itacuruba foi escolhida porque no outro lado do rio tem o Raso da Catarina, no Estado da Bahia, região desabitada que serviria para o depósito dos resíduos, no morro da Tigela. Sobre a transposição do Rio São Francisco, esclarece que vem estudando o problema há vários anos e diz que os canais serão utilizados para atender ao grande capital e não a população, pois não está claro no projeto como a água deixará os canais e atenderá “ao sítio do seu Zezinho que está logo ali”; diz que é preciso pensar no solo quando se fala em drenagem e o solo da região é dificílimo de ser drenado (solo raso e pedregoso) o que levará a salinização, algo muito grave para a população; diz que há alternativas maravilhosas (atlas nordeste de abastecimento de água) e que custa metade do valor previsto para a transposição e com um alcance social muito maior; “mas, porque foi priorizado no PAC a transposição e não o atlas?” É óbvio que o dinheiro determinou a escolha.
Dipeta Tuxá, dos povos indígenas Tuxás de Rodelas (BA), mencionou impactos que a região já sofreu com a construção da Barragem de Itaparica, que muita gente nem acreditava que seria  construída. “O governo brasileiro ainda é devedor aos povos dessa região, não devia nem cogitar a instalação de uma Usnina”, lembrou o representante indígena.
Alguns questionamentos seguiram no sentido de saber até que ponto a população terá direito à voz e à voto no processo decisório, sendo registrada a proposta de realização de um plebiscito ou referendo, considerando a importância da participação popular nas decisões políticas que afetam diretamente a vida das pessoas.
Ao meio dia em ponto, o Presidente do fórum finalizou os trabalhos, constatando a presença de cerca de 200 pessoas no auditório, agradecendo a todos e se colocando a disposição, propondo que os integrantes do fórum presentes se reunissem reservadamente, no Município de Floresta, visando a tomada de deliberações. Ainda promoveu especial agradecimento ao apoio dispensado pelo CIPOMA/PMPE e da Pefeitura de Itacuruba.
No dia anterior a audiência, foi realizada uma visita técnica ao suposto local da suposta instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba, na companhia do Vice-Prefeito do município, Sr. Gustavo Cabral Soares, do Pe. Sebastião, do Cacique Geraldo, na localidade denominada Fazenda Jatinã, cerca de 18 km da cidade municipal, obtendo-se no local as seguintes coordenadas UTM, obtidas a partir de levantamento por GPS realizado por técnico da CPRH, João Francisco Moraes: 24L520872/9032447. Ali, foi verificado o seguinte: a) área típica de caatinga hiperxerófila; b) proximidade de cerca de 800m de uma entrada do lado de Itaparica; c) existência de duas habitações do tipo taipa, sem energia e pequenas benfeitorias para a criação de caprinos, incluindo cercados; d) solo raso e pedregoso; e) idenficados pontos de assoreamento no lago, mediante inspeção visual; f) relevo plano e solo bastante exposto em face da vegetação rala; f) estrada de acesso carroçável, sem passagem molhada
Encerrada a audiência pública os integrantes do Fórum BHSF se dirigiram até o local onde se encontram as instalações do “Observatório Astronômico do Sistema Itaparica”, situado no Município de Itacuruba  e lá realizaram um levantamento fotográfico, sendo mais observado o seguinte: a) a existência de uma placa de identificação do “projeto impacton”, com a inscrição do “Ministério de Ciência e Tecnologia” e “Observatório Nacional” no portão de entrada do local; b) que o local era cercado por cerca simples de arame farpado e o portão se trata de uma portão de ferro preso a uma corrente e cadeado; c) o terreno na área cercada do empreendimento possuia bastante vegetação nativa (caatinga); d) foi visto no local a abóboda do observatório e junto ao mesmo um imóvel com características de casa de apoio ou escritório; e) ao lado esquerdo do observatório, em terreno não cercado, foi visto um imóvel não concluído, com características típicas de um outro observatório, embora não existindo nenhum tipo de identificação no local; f) da parte mais alta alcançada pelos visitantes, subindo na construção antes citada, constatou-se a virtual inexistência de pessoas, habitações ou outras formas de edificação, sendo que o local dista cerca de 9 km da cidade de Itacuruba; g) no deslocamento para o local, foi constato a existência de um lixão a céu aberto, evidenciando-se a absoluta falta de controle sobre o local (ausência de cerca, cobertura ou delimitação), com bastantes resíduos espalhados em vasta área, bem como a presença de um riacho atingido pela irregular atividade; havia dois adultos e uma criança recolhendo resíduos recicláveis no local; h) tudo foi documentado por fotografias digitais.
Sobre o assunto leia também: Blog do Meireles  - Blog de Alvinho Patriota - REMA - Missões

Mapa da área visitada da suposta usina nuclear
Folha  Floresta Revisada
LEGENDA DO MAPA

Parte da Folha Floresta, escala 1:100.000, editada pela SUDENE/DSG em 1985.
Cidade de Itacuruba antes da barragem de Itaparica, a qual foi inundada pela mesma.
1 – local suposto da futura usina nuclear no Município de Itacuruba,  
     8o 45’ 10,2” S / 38o 48’ 37” W.
2 – Ponto do lago de Itaparica mais próximo da suposta usina nuclear,
      8o 45’ 20,5” S / 38o 48’ 44,9” W.
3 – Nova Itacuruba, 8o 43’ 37,1” S / 38o 41’ 06,6” W (ponto próximo a Prefeitura Municipal).

Imagens do Google (Por: geólogo João Francisco Moraes/CPRH)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fórum realizou sua 48ª Reunião Ordinária na Fundaj.

O presidente da Fundaj Fernando Freire e o pesquisador João Suassuna

Aos dezenove dias do mês de outubro do ano de dois mil e onze às 09h, na sede da FUNDAJ- Fundação Joaquim Nabuco em Recife-PE estavam presentes as seguintes Instituições: Agência CONDEPE-FIDEM, CPRH, MPPE-CAOPMA (MPPE), FUNDAJ, DNOCS, CODEVASF, SEMAS, FUNDARPE, EMBRAPA e APEVISA, representados pelos signatários desta ata, se reuniram com o objetivo previamente definido e antecipadamente agendado em reunião do dia 21 do mês de setembro de 2011 para discutir a seguinte pauta: Assuntos - 1. Abertura. 2. Leitura e aprovação da Ata da reunião anterior (21.09); 3. Informes Gerais; 4. Aprovação do Novo Regimento Interno e eleição do Vice-Coordenador e Secretário Executivo; 5. Preparativos para a viagem a Itacuruba (PE). Visita técnica, Oficina e  realização da 49ª Reunião Ordinária; (dias 08,09 e 10 de novembro de 2011); e, 6. Encerramento.  Iniciando-se os trabalhos, o Presidente do Fórum, Marcelo Teixeira da CODEVASF, deu boas vindas aos presentes e agradeceu a Fundação Joaquim Nabuco por sediar a 48ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO FÓRUM  INTERINSTITUCIONAL DE DEFESA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO EM PERNAMBUCO, repassando a palavra para o Presidente da FUNDAJ, Dr. Fernando Freire, que declarou a satisfação da Fundação ser  a anfitriã dessa reunião do Fórum e passou a informar sobre a proposta que se encontra em fase de conclusão  que está integrada ao Plano Nacional de Educação - PNE e que esse Plano, a ser proposto, terá influência na área de abrangência da Bacia do Rio São Francisco. Discorre ainda o Presidente sobre a área de atuação da Fundaj que abrange as regiões Norte e Nordeste, podendo atingir todo o país por se tratar de uma Instituição nacional. Acrescenta ainda que, a área de estudo delimitado na proposta , de acordo com o PNE está delimitada a 5(cinco) áreas,  quais sejam a Bacia do São Francisco, Transposição, Transnordestina, SUAPE, PECEN e aquelas atingidas pela interiorização das Universidades públicas. Destaca a importância da integração do Fórum e do Comitê de Bacia do São Francisco na execução da proposta. Informa também que o Plano de Ação será apresentado ao Ministro no próximo dia 25 e que a partir de 2012 serão realizados trabalhos em mais de 700 municípios dentro das seguintes ações: pesquisa/educacional, Impactos ambientais, econômicos, históricos sobre o patrimônio a partir dos investimentos das áreas acima especificadas; Formação através de cursos de curta duração – 60horas, mestrado e especialização; Difusão de material pedagógico e campanhas. Encerrando a sua fala, declara o Presidente da Fundaj que, tão logo seja apresentado o Plano de Ação ao Ministério será encaminhado uma cópia ao Fórum BHSF e que a Fundação acompanhará e apoiará as ações deste Fórum. Dando prosseguimento a reunião foi entregue ao MPPE COPMA pelo representante da FUNDARPE, um exemplar do Livro Tatuagens Urbanas. Em seguida o Coordenador do Fórum Marcelo Teixeira da Codevasf informou a inclusão de novas instituições participantes, como sendo, a OAB- PE tendo como representante o Sr. Antônio F.G. Beltrão – Presidente da Comissão Estadual de Meio Ambiente, O Sr. João Paulo Holanda Albuquerque da Procuradoria da República  Polo Petrolina/ Juazeiro e o Sr. Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior  também da Procuradoria da República Polo Petrolina/ Juazeiro. Ressalta-se que todos estavam ausentes nesta reunião. Destacou também o Coordenador do Fórum, as presenças da Representante da SEMAS, Joana Aureliano e do Dnocs, Alexandre Moura. A seguir, iniciou-se os trabalhos em cumprimento aos itens constante da pauta, invertendo a sua ordem, quando passou a ser discutido os preparativos para a viagem a Itacuruba (PE), assim deliberando: Visita técnica, Oficina e   realização da 49ª Reunião Ordinária; Sobre este assunto foram decididos: Convite as instituições integrantes do Fórum e outras que tenham interesse na área e sobre o assunto da oficina será encaminhado pelo MPPE (CAOPMA), tendo sido tomadas as seguintes providências pelo representante Procurador André Silvani que foram repassados através de mensagem eletrônica a todos os presentes – 1) preparar convite (usar modelo que Geraldo encaminhou) a todas as instituições que integram o Fórum da BHSF e ainda: ao Comitê da Bacia do São Francisco e do Pajeú; as promotorias da região; a Eletronuclear e ao Centro de Energia Nuclear do MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, localizado na UFPE; a OAB-PE; Polícia civil e Militar; GERES; DERE; SECRETARIA DA SAÚDE, DE MEIO AMBIENTE E DE TECNOLOGIA DO ESTADO; CHESF; ICMbio; IMPRENSA; CÂMARAS E PREFEITURAS DA REGIÃO; POLOS UNIVERSITÁRIOS DA REGIÃO (Belém do São Francisco, Serra Talhada, Floresta e outros); o físico Heitor Scalambrini Costa, da UFPE; IBAMA EM SALGUEIRO; COMPESA; CIPOMA; SINDICATO DE TRABALHADORES; ONGs, COLÔNIA DE PESCADORES e ASSOCIAÇÕES; IGREJAS e BISPO DE FLORESTA (Solicitar à promotora que identifique e convide outros segmentos da sociedade, da forma mais ampla possível); 2) detalhar o período e conteúdo do evento no convite, bem como a data de saída e retorno: no primeiro dia haverá a visita a Itacuruba (Prefeito Romero Magalhães); a oficina será em Itacuruba no segundo dia- confirmar com o promotor; a reunião do fórum será em Floresta, no último dia; a saída de Recife será no dia 07 de novembro e o retorno no dia 10,
após a reunião do Fórum; 3) a oficina, em Itacuruba, deverá comportar pelo menos 100 pessoas; 4) a oficina atenderá o modelo que foi encaminhado recentemente por
Dr. Geraldo Margela (a condução do trabalho será pelo CAOPMA e a temática é espontânea, decorrente das discussões dos problemas do Município com a população local, no modelo de uma audiência pública); 5) lembrar de manter contato telefônico com a Promotora para detalhar as ações; 6) Municípios RD Sertão de Itaparica: Itacuruba, Floresta, Belém de
São Francisco, Carnaubeira da Penha, Jatobá, Petrolândia e Tacaratu. Ainda sobre a viagem a Itacuruba o representante da Agência CONDEPE/FIDEM, Wellington Eliazar, colocou a disposição dois veículos e o MPPE um veículo tipo Van para 14 pessoas com saída dia 07/11 às 9h da sede do MPPE na Rua Visconde de Suassuna. Algumas instituições seguirão em veículos próprios destacando-se que as despesas de seus representantes correrão as suas expensas. Decidiu-se também que a Oficina seria realizada  no dia 09/11 em Itacuruba  sendo solicitado o apoio da promotoria local para a logística do espaço para no mínimo 100 pessoas. Foi aprovado que a hospedagem se daria na cidade de Floresta ficando as reservas de hotel a serem feita pelo representante da Agência CONDEPE/FIDEM sendo necessária a confirmação dos participantes até 30/10/2011. Ficou acertado que todos os participantes se encontrariam em Gravatá para formação do Comboio que a partir de Arcoverde teriam a escolta do CIPOMA. A visita ao município se dará no dia 08 e a reunião do Fórum será dia 10/11 e terá a apresentação de dados e indicadores do município pelo representante da Agência CONDEPE-FIDEM. Na reunião será feita a avaliação e os encaminhamentos de acordo com os resultados da oficina. Após encerramento dos trabalhos será feito o retorno ao Recife. Para esta oficina serão convidadas integrantes do governo federal responsáveis pelo programa de energia nuclear, prefeituras dos municípios circunvizinhos. Encerrando-se esse assunto de pauta, foi feita a apresentação da ata da reunião do dia 19 de setembro para aprovação haja vista já ter sido socializada entre os participantes. Em seguida foram dados alguns informes sobre a presença do representante da FUNDAJ, João Suassuna em dois programa de entrevista  em  emissora de TV, Assembléia Legislativa e em Debate e TV Brasil onde fez explanação a respeito das demandas e deficiências hídricas do Rio São Francisco e o projeto do canal do Sertão para 100mil há de cana-de-açúcar, cujas gravações foram entregues à Coordenação do Fórum para reprodução entre os participantes. Sobre os arquivos de documentos do Fórum que seria reproduzido pela Agência CONDEPE-FIDEM, considerando estarem disponíveis no Blog do Fórum, não serão mais providenciados. Iniciando-se os trabalhos sobre alterações no Regimento Interno foi feita a discussão e aprovação da transformação do cargo Presidente para Coordenador Geral, a criação do cargo de Vice Coordenador Geral tendo sido eleito o representante da Fundaj, João Suassuna, para ocupá-lo. Nesse momento também foi referendado pelos presentes, a permanência do MPPE através do CAOPMA, para a secretaria executiva do Fórum, ficando acordada a cooperação das instituições participantes, quando solicitada, nessa atividade, evitando dessa forma, que seja sobrecarregada aquela Unidade. As alterações propostas foram aprovadas pelos membros do Fórum e o novo regimento interno entrou em vigor em 19 de outubro de 2011.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

47ª Reunião Ordinária do Fórum BHSF discutiu no dia 21/09 o uso da energia nuclear e seus impactos.

Membros do Fórum reunidos na CPRH - 21.09.2011

A 47ª Reunião Ordinária do Fórum BHSF ocorreu no auditório da Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH na manhã do dia 21/09/2011. A reunião contou com a participação de representantes do MPPE/CAOPMA, Codevasf, Sudene, Embrapa, Dnocs, Fundaj, Fundarpe, IPHAN, CPRH, Cipoma e Apevisa.   Na pauta do evento constava  a palestra de  Heitor Scalambrini Costa,  Professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sobre "Impactos da Energia Nuclear no Nordeste" e que em sua apresentação disse que muito se tem falado e escrito pró e contra a opção do governo em reativar o Programa Nuclear, implicando assim na instalação de centrais nucleares no território brasileiro.
Para o Professor, os defensores desta tecnologia, identificados com setores da burocracia estatal, militares, membros da academia, grupos empresariais (empreiteiras e construtores de equipamentos), julgam que o Brasil não deve prescindir desta fonte de energia elétrica para atender a demanda futura, alegam ser vantajosa por ser barata e "limpa" por não emitir gases de efeito estufa. Afirmam não ser possível acompanhar o desenvolvimento científico-tecnológico, caso não se construa usinas nucleares. E por outro lado, minimizam o recente desastre ocorrido no complexo de Fukushima Daiichi, garantindo riscos mínimos, e mesmo a ausência deles, nas instalações brasileiras.
A primeira vista tais argumentos pareceria convincente, e poderiam até confundir os mais neófitos e menos desavisados cidadãos e cidadãs, que desejam o melhor para o país e para sua população. Mas a verdade dos fatos tem revelado que a opção pela energia nuclear atende somente a interesses inconfessáveis de alguns, em detrimento dos interesses da ampla maioria, resultando em mais problemas do que soluções.
É preciso entender de uma vez por todas, a grande vantagem comparativa do Brasil por possuir uma diversidade e abundância de fontes energéticas renováveis que não são encontradas em nenhuma parte do mundo, e que podem pela tecnologia atual, atender as necessidades energéticas atuais e futuras do país. Estas sim, desde que utilizadas de forma sustentável, podem contribuir para uma sociedade descarbonizada.
Afirmar que as usinas nucleares não emitem gases de efeito estufa é uma meia verdade. É certo que quando em funcionamento as usinas núcleo elétricas emitem desprezíveis quantidades destes gases. Mas lembremos que as centrais não funcionam sem o combustível nuclear. E este para ser obtido, passa por etapas e operações que são conhecidas como "ciclo do combustível nuclear", que vão desde a extração do minério radioativo, sua concentração, enriquecimento, preparação das pastilhas de combustível, seu uso na usina na geração de eletricidade, armazenagem do lixo radioativo produzido e o descomissionamento da usina, depois de atender sua vida útil. Em todas estas etapas e operações a produção de gases de efeito estufa é importante, e a quantidade varia muito em função da metodologia empregada para calcular, de 60 a 400 gCO2/kWh, como relatado por inúmeras publicações científicas. Por si só esta grande variação merece explicações e estudos mais conclusivos.
Relacionar a necessidade de instalação de usinas nucleares no país como sendo fundamental e imprescindível para acompanhar o desenvolvimento científico tecnológico na área nuclear é uma justificativa completamente fantasiosa, irreal e agride o bom senso. Minimizar os riscos das instalações nucleares é um atentado a inteligência de qualquer pessoa. Mesmo não divulgados, são freqüentes os vazamentos de materiais radioativos e problemas que ocorrem nas 442 usinas nucleares espalhadas em 29 países. Os desastres mais significativos nos últimos 20 anos, de Chernobyl, Three Mille Island e de Fukushima Daiichi, foram suficientes para alertar o mundo o quanto é perigosa e dos riscos à vida que oferecem estas instalações.
E finalmente, os custos da energia elétrica produzida pelas usinas nucleares são mais caros que outras fontes, como a eólica e a hidráulica, e comparados ao das termoelétricas. Além de necessitarem de subsídios públicos, ou seja, repasse de enormes recursos financeiros do tesouro nacional disponibilizados para esta tecnologia; que acabam dificultando que investimentos sejam realizados em outras fontes energéticas como a solar, eólica, biomassa, pequenas centrais hidroelétricas, e no aproveitamento dos recursos energéticos encontrados nos oceanos. E nós sabemos quem vai pagar esta conta: o consumidor. É certo também que com as novas regras de segurança impostas pós Fukushima, ainda mais caro ficará o custo da eletricidade nuclear. Scalambrini disse também que no mínimo é insensata esta opção energética adotada pelo governo brasileiro, e que deve ser mais discutida com transparência. Daí estar junto à imensa maioria da população que tem se manifestado contrária a construção de usinas nucleares em território nacional, fortalecendo o coro: Energia nuclear? Não obrigado.

No próximo mês de novembro, os membros do Fórum BHSF viajarão ao município de Itacuruba(PE), para verificarem o local aonde se pretende instalar uma Usina Nuclear no São Francisco. Sabe-se que de acordo com o documento A Rota da Expansão da Energia Nuclear no Nordeste, produzido pela Eletrobras Eletronuclear, o município de Itacuruba, sertão de Pernambuco, é a primeira opção para a instalação de uma usina nuclear no Nordeste. A ação faz parte do Programa de Expansão da Energia Nuclear Brasileira. Mas, por que Itacuruba? Segundo o documento, as razões da escolha seriam água disponível, pois fica às margens do Lago de Itaparica; solo estável; o município já possui linhas de transmissão da Chesf; fica entre os três maiores mercados consumidores de energia elétrica do Nordeste (Recife, o Complexo Industrial e Portuário de Suape e Salvador); e a baixa densidade populacional do município. Ou seja, um dos fatores levados em consideração na localização da usina nuclear está diretamente relacionado à sua presumível capacidade de dano.

Não havendo mais tempo para o desenvolvimento das atividades previstas na pauta, o regimento interno ficou para ser discutido na próxima reunião que terá a seguinte pauta: Assinatura da ata da reunião do dia 17/08/2011; Leitura, aprovação e assinatura desta ata; Informes gerais; Preparação da viagem a Itacuruba; e, Regimento Interno. Encerrando a reunião faz-se o registro da participação pela primeira vez no Fórum BHSF, da Apevisa – Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária, através de seus representantes, José Pereira de Souza e Elias Pereira da Silva.

A XLVIII Reunião Ordinária será realizada dia 19/10 (quarta-feira) na Fundação Joaquim Nabuco Fundaj, Av. 17 de Agosto, s/n – Casa Forte – Recife-PE - Auditório Calouste Gulbenkian e a discussão será em torno da análise e aprovação do novo Regimento Interno do Fórum BHSF.

47ª Reunião Ordinária - CPRH - set/2011

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A 48ª Reunião Ordinária do Fórum BHSF será na Fundaj - Dia 19.10.11

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Imagens do Rio São Francisco